Apresentação - Casa do Colonizador
ESTADO DE SANTA CATARINA
PREFEITURA DE JARAGUÁ DO SUL 
SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, ESPORTE E LAZER - SEMCEL
CASA DO COLONIZADOR

Rua Waldemar Grubba - Bairro: Baependi - CEP: 89259-565 - Jaraguá do Sul - SC
Fone: (47) 3372-2770 - (47) 3275-2146
E-mail: museuhistorico@jaraguadosul.sc.gov.br


A Casa do Colonizador é extensão de uma unidade museológica e expográfica do Museu Histórico “Emílio da Silva” (MHES). A sua localização é no bairro Baependi, na Avenida Waldemar Grubba, Praça do Imigrante

Em 20 de janeiro de 1986, a Casa do Colonizador entrou em funcionamento para atender o público e o turismo local. Mas só foi oficializada pela Lei de criação nº 3.778/98, em 19 de julho de 1991, como Anexo I, do Museu Municipal “Emílio da Silva” . Na época, foi concebida como um conjunto de edificações compostas de uma casa típica da arquitetura germânica, fackwerk (enxaimel) e dois ranchos temáticos.

É importante salientar, que nos espaços de memória há coleções etnográficas constituídas por testemunhos materiais dos grupos sociais, que se projetaram na história da imigração e colonização da colônia, distrito e município de Jaraguá do Sul.

A Senhora Alcioni Macedo Canuto, técnica em museologia, assim conceitou os fundamentos da extensão museológica do MHES:
 
  A “Casa do Colonizador” é um complexo que representa o modo de vida do colonizador numa extensão mais ampla, ou seja, contextualiza a parte econômica que se relaciona aos valores naturais e ambientais (extração de madeira, agricultura, criação e transporte de tração animal).  

Missão:

Difundir o acervo etnográfico e o patrimônio histórico-cultural de Jaraguá do Sul.

Objetivos gerais:
a) Conservar a coleção etnográfica e patrimonial, para a construção da identidade cultural do município;
b) Realizar reflexões sobre os hábitos e costumes em relação ao uso de tecnologias e utensílios domésticos dos colonizadores;
c) Revelar aos turistas que procuram informações, o traço da identidade histórico-cultural do município, ancorado no acervo etnográfico.

Objetivos Específicos:
a) Revelar ao público visitante que parte do acervo etnográfico da Casa do Colonizador é uma unidade de extensão museológica do Museu Histórico Emílio da Silva;
b) Disponibilizar, por módulo, o acervo etnográfico contextualizado sobre os hábitos e costumes dos colonizadores;
c) Renovar a expografia de acordo com a pesquisa museológica ancorada em valores sociais e culturais que simbolizam a herança dos antepassados;
d) Inserir no cadastro do inventário do Museu Histórico “Emílio da Silva”, as coleções etnográficas da Casa do Colonizador e do Anexo das tecnologias rurais e de transportes.
 
  
 
A Casa do colonizador, atualmente, trata-se de uma unidade de extensão museológica do Museu Histórico “Emílio da Silva”, com o propósito de difundir a preservação da identidade histórico e cultural, ligada às etnias que se projetaram na trajetória do desenvolvimento do município de Jaraguá do Sul, a “Pérola do Itapocu”, em mais de um século de história.

Com base na Declaração de Caracas (1992) como referencial de reflexão, assim destacamos a importância desse espaço público em defesa do patrimônio cultural do município:
 
  Entenda-se por patrimônio cultural de uma nação, de uma região ou de uma comunidade, aquelas expressões materiais e espirituais que se caracterizam, acrescentando-se os valores naturais e ambientais.  

A Casa do Colonizador reconstrói e narra, expograficamente, os usos e costumes do trabalhador através dos objetos localizados dentro e nos anexos, incluindo as montagens externas dos engenhos e apresentação de alguns meios de transporte da época. Assim, também foi agregado no espaço memória, algumas peças de grande importância para integrar as coleções do acervo etnográfico das ferramentas agrícolas, de madeireiras, transportes de tração animal, entre outras.


A Casa Enxaimel

A partir da segunda metade do século XIX, o colonizador europeu germânico trouxe para o Novo Mundo as técnicas de edificações dos seus ancestrais, construídas nos núcleos de assentamentos, conhecidos por colônia, principalmente nas regiões sudeste e sul do Brasil.

Em Santa Catarina, logo que adquiriu seu lote colonial, o emigrante germânico edificou as instalações com casa e rancho para iniciar a vida social e econômica.

No distrito e município de Joinville, a família do Senhor João Johann Doubrawa construiu a sua residência conforme os costumes de origens, à rua Presidente Epitácio Pessoa, centro, de acordo com o texto a seguir:
 
  Casa em enxaimel (fachwerk) na rua Presidente Epitácio Pessoa, construída por João (Johann) Doubrawa. Passou em 1947 para sua filha Clemencia Doubrawa Gurski. Vendeu para Arwino Walter Gaertner, e este em 13/4/1978 vendeu para Eggon João da Silva, que na década de 80 (por volta de 1985) se desfez da casa em favor do município, que a relocou e a transformou na Casa do Colonizador e Centro de Informações Turísticas.  


João Doubrawa

João Doubrawa nasceu em 04 de fevereiro de 1864, na nação tcheca e era casado com Luísa Fuchs (29 /10/1861), cujo matrimônio foi realizado em Brünn, Província de Steinmark. O casal teve os seguintes filhos (as): Adélia Doubrawa (nasceu em: 26/06/1897 e faleceu em 11/09/1978), João Doubrawa (nasceu em Itapocuzinho/atual Guaramirim (30 /12/1900) e Érico Doubrawa (nasceu em:16 /071903 e faleceu em: 19/121966).

João Doubrawa chegou ao Brasil por volta de 1897, com seu irmão Ernesto e desembarcaram no porto de São Francisco do Sul (SC).

Eduardo Krisch, imigrante austríaco, conduziu os irmãos para o barracão do imigrante, em Itapocuzinho (atual bairro Imigrante), no município de Guaramirim (SC).

Johann Doubrawa foi contratado para gerenciar a filial comercial de Johann Gottlieb Stein., onde atualmente temos uma rotatória de entrada da cidade de Guaramirim, a primeira quem vem do município de Jaraguá do Sul (SC).

Em 1912, a casa comercial Stein encerrou as atividades e as instalações foram transferidas ao distrito de Jaraguá, para a atual esquina dos logradouros da Getúlio Vargas e Marechal Floriano Peixoto.

Uma das filhas de João Doubrawa, Elli, casou-se com Emílio Piazera, cujo casal foi herdeiro da residência no logradouro da Epitácio Pessoa, próximo ao antigo Grupo Escolar “Abdon Batista”, por breve período.

Atualmente a propriedade é do casal Eggon João e Laura Donini da Silva, que no transcorrer dos anos 80 adquiriram a propriedade com as instalações da residência. Por volta do ano de 1985, a família de Eggon João da Silva doou à Fundação Cultural, a casa enxaimel, que no mesmo ano foi relocada para a Avenida Waldemar Grubba.

Porém, a casa foi reconstruída e nela acrescida uma varanda para receber os visitantes, cuja fachada principal perdeu a originalidade.


Praça dos Imigrantes e Museu do Colonizador são reinaugurados - (13/07/2009)

Depois de passar por um processo de revitalização, a Praça dos Imigrantes e Casa do Colonizador, localizados na Av. Prefeito Waldemar Grubba, serão reinaugurados em uma cerimônia agendada para às 18 horas desta quinta-feira (16). O evento integra a programação de aniversário de Jaraguá do Sul, que completa 133 anos de fundação, no dia 25 deste mês. A Praça dos Imigrantes foi ampliada em 151,13m², teve seus monumentos restaurados, recebeu reforma e paisagismo (757,99m²). A execução destas obras absorveu um investimento de R$ 94,6 mil, valor doado pela empresa “Le Monde Comércio de Veículos Ltda.”, conforme autorização da Câmara de Vereadores através, da Lei Municipal 5138/2008. Na Casa do Colonizador – casa estilo enxaimel localizada na Praça dos Imigrantes – o espaço ganhou pintura interna, foi reorganizado e agora conta com um mapa de identificação de todas as peças do acervo: móveis de quarto, utensílios de cozinha e ferramentas utilizadas na lavoura, por exemplo. “O objetivo é que o visitante entre e visualize como era na época em que os imigrantes chegaram aqui”, explica a supervisora do Museu Emílio da Silva, Ivana Aparecida Cavalcanti. A revitalização do local resultou de uma parceria entre a Divisão de Turismo e a Fundação Cultural/JS. Na Casa do Colonizador também funciona um Centro de Informações Turísticas, onde há um servidor atendendo aos visitantes […]

 
 
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