Apresentação - Museu da Paz
ESTADO DE SANTA CATARINA
PREFEITURA DE JARAGUÁ DO SUL 
FUNDAÇÃO CULTURAL DE JARAGUÁ DO SUL - FC

Museu da Paz - FEB
Avenida Getúlio Vargas, 405 - Bairro: Centro - CEP: 89251-000 - Jaraguá do Sul - SC
Fone: (47) 2106-8719
Horário de atendimento:
Segundas-feiras, 13 às 17 horas
                                    terça a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13 às 17 horas
                                    sábado, das 8h30 às 12h30
E-mail: museudapaz@jaraguadosul.sc.gov.br

 

Missão
Fomentar a paz, garantindo um espaço de diálogo e reflexões, difundindo a memória e a identidade da Força Expedicionária Brasileira e salvaguardando o patrimônio material e imaterial das duas grandes guerras por meio do acervo musealizado de época.

Organograma



Histórico
Os anos de 1944 e 1945 foram marcantes pela  história militar brasileira, pois em 22 de agosto de 1942 o Brasil declarou guerra aos países do Eixo. Porém, somente em 2 de julho de 1944  os soldados brasileiros, chamados de pracinhas,  embarcaram rumo ao Front italiano.
A história da participação dos pracinhas de guerra estava ligada à Força Expedicionária Brasileira (FEB) que no teatro de operacionalização do conflito armado ganhou prestígio e fama moral pelo comportamento exemplar.

De Jaraguá do Sul e do Vale do Itapocu,  dezenas de cidadãos foram convocados para compor a FEB, cuja história desses cidadãos faz parte do patrimônio moral, cultural, regional e local.

Nos anos 80, na gestão do prefeito Durval Vasel , o Museu Municipal “Emílio da Silva” foi criado em 29 de fevereiro de 1988,  pela Lei nº 1.163/88. Nessa unidade museológica,  com instalação na sede da antiga Estação Ferroviária (atual Biblioteca Pública),  foi organizado um módulo, em forma de nicho temático,  destacando a memória e a história dos febianos.

Através do Decreto nº 3.410/96,  em 21 de agosto de 1996, o prefeito Durval Vasel,  criava o Anexo II do Museu Municipal “Emílio da Silva”, com a denominação de “Casa do Expedicionário”, na antiga rodoviária inaugurada em 29 outubro de 1944.

O prefeito Durval Vasel e o Senhor Balduino Raulino, presidente da Fundação Cultural,  tinham como meta  reavivar  o patrimônio dos pracinhas  da FEB.  Assim, para implantar um programa permanente de defesa do patrimônio da FEB e dos pracinhas,  foi adquirido em novembro de 1994,  o acervo etnográfico e militar do Sr. João Luiz Channe, de Piraquara (PR), especialista e colecionador do material das guerras que ocorreram no transcorrer do século XX. Além disso, a esse acervo, juntou-se o que havia nas famílias remanescentes dos veteranos de guerra, conhecidos por febianos.

Com o advento da administração do prefeito Geraldo Werninghaus, no ano de 1997, a Casa do  Expedicionário, Anexo II do  Museu Municipal “Emílio da Silva”,  encerrou as atividades com a promessa de ser instalada junto ao prédio da antiga prefeitura, sede que fora definida para as instalações do Museu Histórico “Emílio da Silva”.

Em 2001, após longo processo de maturação e prolongadas discussões envolvendo influentes pessoas e formadores de opiniões, o prefeito Irineu Pasold bateu o martelo confirmando as instalações dos dois museus Emílio da Silva e a Casa do Expedicionário, no prédio histórico inaugurado em 1941 para ser a Prefeitura do município, na Praça Angelo Piazera.
Na época, a  Fundação Cultural presidida pelos gestores Sílvio Celeste e depois Sidnei Marcelo Lopes, fortaleceram as políticas públicas de incentivo para efetivar o programa de governo municipal que dinamizou a história  e o patrimônio do município,  através do museu.

Em 19 de novembro de 2001,  às 19 horas,  iniciava o ato solene de entrega da revitalização do prédio e as instalações museológicas, esboçados pela técnica em museologia Alcioni Macedo Canuto.  A mesma recriou  um cenário de memória e identidade da cidade que foi muito festejado  por todos na ocasião.
Dessa forma, o movimento febiano também estava integrado ao espaço de reflexão e de memória, pois uma sala temática do Expedicionário, museograficamente foi elaborada com a participação do corpo docente e alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNERJ (atual Católica).

Durante a existência da sala temática no Museu Histórico “Emílio da Silva”, a mesma apresentava uma museografia contemporânea, com várias propostas de reflexões focadas nas duas guerras mundiais, destacando as coleções de  objetos e indumentárias que revelavam os indicadores dos horrores que marcaram a história da humanidade, principalmente a ocidental.

Outra diferença era a transversalidade dos eixos temáticos, pois eles nos remetiam  aos  testemunhos materiais e fotográficos, nas guerras ocultas presente na família e na sociedade, associadas ao uso de drogas; poluição ambiental, violência contra a mulher, idoso, infância , adolescência,  violência no trânsito, entre outras. Para efetivar a visita guiada, a ação educativa em museus contribuiu significativamente, pois a professora Eliza Ressel Diefenthaler desenvolveu os trabalhos na perspectiva do materialismo histórico-cultural com ênfase a metodologia presente/passado.

Considerando a importância desses indicadores elencados anteriormente, o Museu Histórico “Emílio da Silva” e a sala temática do Expedicionário receberam inúmeras excursões e visitas entre os anos de 2001 a 2008, como escolares, pesquisadores, historiadores e cidadãos defensores da história dos expedicionários brasileiros.

Em razão do interesse da coletividade, no governo do prefeito Moacir Antonio Bertoldi (2005 a 2008), a presidente da Fundação Cultural, Natália Lúcia Petri atendeu as reivindicações da Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (ANVFEB) núcleo Jaraguá do Sul, para instalar o acervo da sala temática do Expedicionário em uma sala do Centro Histórico (antiga estação ferroviária).
Através de inúmeras reuniões e amplos debates envolvendo educadores, políticos, pesquisadores e historiadores,  foi construído o viés que culminou com as instalações do Museu do Expedicionário no dia 10 de dezembro de 2008, quando aconteceu o ato inaugural da segunda etapa do Centro Histórico de Jaraguá do Sul, na Avenida Getúlio Vargas, nº 45.

Naquela mesma data, o prefeito Moacir Bertoldi acatou a sugestão do grupo de idealistas e defensores do patrimônio da FEB para denominar o espaço do Museu da Paz, em frente a Fundação Cultural.  Instalou  uma placa com o novo nome,  continuando assim a história desse memorial à serviço da preservação do patrimônio.

Todavia, o movimento febiano não paralisou suas tratativas de ações reivindicatórias. Assim, após a posse da prefeita Cecilia Konell, foi criada a lei municipal nº 5.438, em 10 de dezembro de 2009, a qual confirmou o nome da entidade e definiu que este museu seria subordinado a Fundação Cultural, com o objetivo de apresentar ao público a história da participação do Brasil na Segunda  Guerra Mundial representado pela Força Expedicionária Brasileira (FEB),  e promovendo a reflexão de cada pessoa para a construção de uma cultura de paz.

Nessa fase, a professora de educação infantil, Andreia Cavalheiro Lopes é que   respondia institucionalmente pela missão do Museu da Paz. Foi uma fase de difusão e conquistas, como o folder e o material para a ação educativa que atraiu o público pelas comunicações expedidas no órgão de assessória da prefeitura e da imprensa local,  rádios e impressos como jornais e revistas.

Entre os dias 13 a 15 de novembro de 2010, o Museu da Paz, conjuntamente com a ANVFEB1, organizaram o 22º Encontro Nacional dos Veteranos da FEB, que mobilizou milhares de pessoas para participar do evento, no Centro Histórico e na Sociedade Cultural Artística (SCAR).

Para o quadriênio 2013 a 2016,  o funcionário de carreira, Ademir Pfiffer, Historiador e Chefe dos Museus Municipais,  assumiu a direção da unidade museológica, juntamente com a equipe de trabalho multidisciplinar, composta por monitores.

Nesta fase,  iniciou um trabalho de identificação da coleção do acervo etnográfico, como o registro fotográfico de cada objeto de valor museológico, elaboração do programa de Ação Educativa, Plano Museológico e construção do site no Portal de Jaraguá do Sul, vinculado à Fundação Cultural.

Essas ações foram respaldadas pelo envolvimento dos profissionais que foram capacitados pela Fundação Catarinense de Cultura.

Com estas iniciativas demos continuidade as ações governamentais em parceria com a ANVFEB, pela defesa do patrimônio dos pracinhas e da FEB.
 

1 - O Senhor Anselmo Bertoldi (in memorian) era o presidente da entidade e o Senhor Ivo Kretzer, o secretário.





 

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