Etnias de Jaraguá do Sul - Italiana
Alemã | Polonesa | Húngara | Negra | Italiana | Xokleng
 

Compilação e edição do texto, Ignácio Arendt, apoiada na bibliografia:

  1. Assim vivem os italianos, Autores: Arlindo Iracir Battistel e Rovício Costa, Ed. da Universidade de Caxias do Sul - 1990.
  2. Cattoni da Cavedine al Cedro, Autor: Elisário Cattoni, D. C. Luzzatto Editores Ltda - 1989.
  3. O primeiro livro do Jaraguá, Autor: Frei Aurélio Stulzer, Ed. Vozes Ltda - RJ - 1973.
  4. Vencer ou morrer, Autor: Renzo Maria Grosselli, Ed. UFSC - Florianópolis - 1987.
  5. Imigrantes Italianos, criadores de riquezas, Autor: Aléssio Berri, Ed. "Casa Dr. Blumenau" - 1993

 

INTRODUÇÃO

Em 1870, a Itália conseguia sua unificação, fortalecendo o capitalismo. O Norte da Itália ingressava no campo industrial e o Sul, agrícola, continuava na pobreza e abandono, onde os colonos tentavam sobreviver em suas pequenas glebas de terra, tirando o suficiente para sua parca sobrevivência. Aliás, esta era uma realidade para todos os agricultores italianos de norte a sul.

Sonhavam em ter mais terras férteis, onde pudessem conquistar sua independência , liberdade e autonomia familiar.

Este sonho parecia aproximar-se quando o Governo Imperial Brasileiro, decidiu dar continuidade à colonização do sul, inspirado talvez no êxito da colonização alemã, cinqüenta anos antes (1824) em São Leopoldo - RS e até porque a escravidão dos negros estava com seus dias contados e os grandes fazendeiros de café pressionavam o governo que lhes providenciasse mão de obra barata e eficiente.

Em três de junho de 1874, pela Lei nº 3.784, Joaquim Caetano Pinto Junior comprometeu-se com o imperador D.Pedro II em trazer 100 mil imigrantes em 10 anos para o sul do Brasil (com exceção da Província do Rio Grande do Sul), os quais poderiam ser alemães, austríacos, suíços italianos do norte, bascos, belgas, suecos, dinamarqueses e franceses, agricultores sadios, nunca com menos de 02 anos e nem maiores de 45, salvo os chefes de família. Joaquim Caetano instalou seu escritório de “recrutamento de imigrantes” em Paris. Espalhou pela Europa panfletos de propaganda, com muitas promessas tentadoras. Com isto iniciou-se um verdadeiro êxodo, principalmente de italianos, para o sul do Brasil .

A primeira expedição trentina foi a de Tabacchi, saída em 03/01/1874 do porto de Gênova, num total de 184 pessoas, num navio a vela “La Sofia” . Estes fundaram a colônia Nova Trento no Espírito Santo, dada em fracasso absoluto.

Em seu livro “vencer ou morrer” Renzo Grosselli, pp 182, diz: “até maio de 1878 ingressaram no Brasil 35 mil italianos e tiroleses”. Quando em 20 de setembro de 1879 uma lei suspendia os auxílios nas colônias.

Salientamos que muitos dos imigrantes vindos sobretudo de Trento e outras regiões do Norte da Itália estabeleceram-se em Santa Catarina sobretudo nas comunidades de Rio dos Cedros, Rodeio, Rio Ada, Alto dos Cedros, Alto Pomeranos. Muitos destes migraram posteriormente para Jaraguá do Sul etc..

Enquanto isso os italianos do Sul da Itália foram para a Província do Rio Grande do Sul, incentivados pelo Governo Geral abrindo as colônias de Nova Milano, Conde d’EU (atual Garibaldi) e Dona Isabel (atual Bento Gonçalves), nos anos de 1875 e 1876.

Ainda em 1875 foi fundada a colônia chamada “Fundos de Nova Palmira” e rebatizada em 1877, com o nome de “Colônia Caxias”, hoje Caxias do Sul, tornando-se o centro da colonização italiana do RS.


A PROPAGANDA DOS PIONEIROS AOS COMPATRIOTAS

Os primeiros colonos instalados no Brasil escreviam a seus parentes na Europa dizendo: “Venham o quanto antes”. Paulo Rossato, um dos primeiros colonos do Garibaldi - RS, escreveu aos pais dizendo: “Tratem de vir o quanto antes possível. A posição é boa, os ares são melhores que na Itália, é boa a água. Haveria uma colônia próximo à minha. Se pensa em vir, trate de escrever-me quanto antes, que lhe reservo a terra”. (op.cit.19-20).


O QUE TRAZER DA ITÁLIA

Os primeiros imigrantes nem sempre traziam o que realmente seria importante e necessário. Por isso escreviam aos seus familiares, que quando viessem para o Brasil trouxessem uma lista de coisas, pois aqui tudo era muito caro, por exemplo, um machado custava em torno de 10$000 réis.

  • Ferramentas: podões, enxadas, machados, facas e instrumentos de carpintaria.
  • Mudas: figueiras, roseiras, parreiras, cerejeiras, damasqueiras, videiras da uva “negrara”, “xebido”, “docana”, “corbina”.
  • Sementes: acácia, espinhos brancos (para fazer cercas vivas), oliveiras, nogueiras e ameixeiras.
  • Objetos pessoais: brincos, Lenços brancos (como véus para ir à missa), copos, relógio, garrafas, tijelas, pratos, lampiões, colchões de pena, azeite, rum, biscoitos, sobrinhas e diversas outras roupas.
  • Máquinas: tubos para fazer velas, máquina de fazer macarrão, caldeirão de lavar roupa, rodas de carreta para bois, senão os ferros para fazê-las aqui.
É conveniente salientar que os objetos, auxiliaram em muito na montegem de pequenas indústrias, moinhos, transporte e comércio.


AS TRISTES LEMBRANÇAS DA VIAGEM

Para muitos imigrantes, a viagem à América tornou-se na verdade uma viagem de desgraça. Conforme relatos, quando os passageiros eram atingidos por alguma doença, como por exemplo a varíola, para abreviar-lhes o sofrimento e impedir a contaminação de outros passageiros, os doentes eram envolvidos em lençóis e jogados vivos ao mar.
Os navios eram apinhados de gente, como dizia o imigrante italiano Luigi Toniazzo em três de abril de 1893: “Naquele bendito vapor, éramos mais de duas mil e quinhentas pessoas, ocupando a terceira classe, apertados como sardinhas em latas. (...) pela manhã de 3 de maio, Deus nos fez enxergar a costa do Rio de Janeiro”. (Op.cit,25)

Observamos aqui (conforme relato) que Luigi Toniazzo partiu de sua cidade natal no dia trinta e um de março de 1893, chegando a Porto Alegre no dia vinte e um de junho de 1893, com seus dois filhos Ambrósio (7 anos) e Dante (5 anos), deixando sua esposa Cristina com 4 filhos na Itália. Dois anos mais tarde, ela veio juntar-se ao seu marido, morrendo porém no caminho uma de suas filhas sendo jogada nas águas da lagoa dos Patos - RS. Nos barracões dos imigrantes, as doenças e epidemias tornavam-se verdadeiras calamidades.

Situações tristes como estas e outras, eram freqüentes entre os imigrantes. Mas, por mais dolorosa que fosse a situação, jamais eles desaminaram e agradeciam a Deus pela nova terra e a liberdade de poder viver e cultivar o que é seu.
 

AS FASES DA COLONIZAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL

Podemos identificar cinco fases diferentes:

  • Entre 1875 à 1884 para as colônias de: Nova Milano, Caxias, Dona Matilde e Conde d’EU que além dessas engloba as seguintes cidades atuais: Farroupilha, Flores da Cunha, São Marcos, Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa.
  • Entre 1884 à 1894, para Antonio Prado e Alfredo Chaves englobando as cidades atuais de Veranópolis, Nova Prata e Nova Bassano.
  • Entre 1892 à 1900, para a colônia de Guaporé , englobando as cidades atuais de Casca, Muçum, Marau, Serafina Correa, Encantado e Nova Brescia.
  • Entre 1880 à 1920, migrações internas na região de colonização italiana em geral.

Posteriores migrações internas continuavam para o Alto Uruguai e para outros estados, especialmente Santa Catarina e Paraná . As migrações internas se explicam devido a necessidade de mais terras pois geralmente as famílias eram numerosas. Assim filhos e netos migravam em busca de novas oportunidades.


A IMPORTÂNCIA DA TERRA E DA FAMÍLIA

Os imigrantes agricultores tinham orgulho de possuir seu pedaço de terra e poder passar essa herança para os filhos. Como dizia André Domingos, um agricultor italiano: "Eu estou aqui pobre, com minha terra e minha família, (...) mas estou mais feliz porque tenho minha terra, minha terra e minha família, consegui dar um pedaço de terra para meus filhos. Posso agora morrer, com a consciência tranqüla" (op. cit, 18).

O ser pobre, aqui se deve ao fato de que o agricultor, pensa assim de si por ser agricultor, e porque é muito explorado e quase nunca é chamado a participar das decisões de diálogo constante com a natureza, fazendo do trabalho o prolongamento do seu lar. É preciso rever esse conceito de pobreza na nova consiência da cosmovisão rural. Quantos agricultores, iludidos pela prisão da cidade, vendem suas terras e perdem, para sempre, a liberdade e a sabedoria da vida rural.


A RIQUEZA EXISTENCIAL DOS IMIGRANTES E SEUS DESCENDENTES

Após 130 anos da vinda dos primeiros imigrantes, ainda se pode constatar nas comunidades de descendentes de várias etnias a pureza inicial dos costumes e preconceitos antitecnológicos por parte de muitos que afirmam: "O mundo vai mal, porque os homens fazem guerras, vão a luta, tem ódio uns para com os outros, ou que os alimentos perdem o sabor, quando se põe adubo químico no solo, ou que o alimento cozido nas antigas panelas e nos fogos livres, a lenha, são de melhor sabor que os cozidos no fogão sofisticado ou no fogão à gás". Se tantas riquezas ainda existem na vida dos descendentes, deve-se apenas ao fato de ainda não terem sido de todo contaminados pela pseudo cultural atual.

O grande passo a ser feito pelas escolas e universidades é propiciar ao homem interiorano a consciência de riqueza que é detentor e que o Estado não precisa de seu trabalho na cidade, mas precisa de sua experiência de vida, diferente da experiência de vida da cidade.

Nesta experiência de Antropologia Física, deparam-se os valores fundamentais do cotidiano. Valores onde a cozinha e o fogão são o centro do lugar familiar e que fazem da noite o momento importante de reflexão, de revisão, de integração espiritual e psicológica da experiência cósmica de cada dia, sol, chuva, geada ou garoa, animais domésticos, plantas, acontecimentos do trabalho são comentados, problemas da experiência com a terra são debatidos, dores de costado, de cabeça, de barriga são identificados e sanados com a medicina caseira e os chás da vovó...

Esta experiência é levada pelo homem do campo para a família maior que é a sociedade da capela, da escola ou da venda, continuidade natural e extensão da vida familiar.

O imigrante agricultor pode dizer-se o inventor da mais plena forma de lazer, fundada na pessoa e não nas atividades ou habilidades, supostamente recreativas.

O lazer de conversar, de contar a própria vida, de exagerar nos causos para empolgar, de mentir abertamente, com a certeza de que ninguém acreditaria, mas todos ficariam mais divertidos e alegres. Era o homem despido de instrumentos para a recreação e o lazer, onde serviam e foram suficientes os próprios "papos" baseados no trinômio - Trabalho - Família e Comunidade. Trinômio integrado para um homem espontâneo e desnudademente feliz.

Não é moralmente correto tira-lo do seu habitat sob o pretexto de proporcionar maior desenvolvimento nas cidades quando a evolução, o aprendizado e a educação podem fluir a partir da riqueza cultural que cada etnia possui herdada, vivenciada, preservada e cultivada para eternizar conceitos muitas vezes banalizados pelo mundo moderno.


A RIGIDEZ DA EDUCAÇÃO

Primeiramente é preciso distinguir Educação de Ensino. O ensino abrangia conhecimentos ministrados pelo(a) profesor(a). A Educação consistia em seguir determinados comportamentos e evitar outros. Para os imigrantes e seus descendentes a educação tinha uma certa comparação com o amestramento de animais quando pequenos. Assim também à criança se deve ensinar a obedecer, a trabalhar e a ser leal desde pequena, de acordo com o ditado: "É de pequeno que se torce o pepino." Os comportamentos a serem reprimidos, envolviam geralmente, o castigo físico: o tapão, a vara de marmelo, ameaça de privar da comida.... A escola trazia isso para a palmatória, ajoelhar-se sobre grãos de milho, ficar de pé contra a parede... Andar descalço pelas estradas, roças, mesmo com frio, geada e neve, era sinal de valentia e saúde. No sistema alimentar, todos deviam comer de tudo, mesmo que isso custasse grandes sacrifícios (por não gostarem).

O sacrifício físico do trabalhador, das viagens e a punição física, eram formas que na psicologia existencial, fariam com que se valorizasse mais o produto do trabalho e no caso do castigo físico, que se evitasse o comportamento indesejado e tornasse a pessoa consciente de seus deveres pelo resto da vida.


A QUESTÃO DA PROIBIÇÃO DA LÍNGUA

Durante a campanha de Nacionalização do Estado Novo (Getúlio Vargas) na década de 40, proibia-se aos italianos, alemães, poloneses e outros imigrantes, falarem sua própria língua. A “fiscalização da linguagem” executava-se mais nas cidades. Por isso os imigrantes cada vez mais restringiam-se às suas glebas de terra, com medo da prisão e do castigo policial. Tudo isso teve suas conseqüências pois a proibição de falar e seu dialieto italiano fez com que os agricultores fossem forçados a falar o português. Com isto se intregraram mais rapidamente à cultura brasileira deixando de lado muitas tradições que haviam trazido da Itália. Mas é bom ressaltar que o governo, alem de ter jogado os imigrantes no fundo de suas glebas, desconhecia sua única ideologia de trabalho e honestidade, considerando-os um possível atentado a unidade nacional, o que na realidade não tinha nenhum fundamento pois as manifestações culturais não tinham nada contra a questão do patriotismo nacional.


ARTESANATO, PROLONGAMENTO DA NATUREZA

Os imigrantes e seus descendentes seguiam muitos critérios práticos e ecológicos:

  • A observação da rotação do sol para que as plantações não se localizassem em lugares insalubres, onde não bate sol.
  • O declive do solo para o estabelecimento da moradia e da cantina caseira.
  • A proximidade da residência de algum riacho ou um forte veio de água para abastecer a casa e os animais.

 

A RESIDÊNCIA RURAL

A casa era feita de tábuas (geralmente de pinheiro) rachadas, falquejadas, serrradas a mão, (mais tarde em serrarias). A cozinha separada do restante da casa para evitar possíveis incêndios, já que o fogo ficava permanentemente aceso.

Pequenas construções eram feitas em volta da casa: abrigo para as aves, suínos, bois, terneiros, vacas leiteiras, cabras e ovelhas, e para as cavalgaduras...

Desde o início já eram feitas algumas casas de tijolos bem como algumas igrejas. Os tijolos eram feitos a mão, secados ao sol ou cozidos em covas profundas com fogo de nós de pinho. O barro para o assentamento das casas ou igrejas, era pisado com os pés. Muitas vezes depois de cavar o barro, jogava-se água e eram espalhados grãos de milho para que os porcos, comendo o milho, fizessem o primeiro pisoteio. E quando não havia água, os colonos doavam vinho para fazer o barro para a igreja, já que havia vinho em abundância. É o caso da Igreja Nossa Senhora das Neves em Bento Gonçalves, situada numa colina, longe de qualquer rio ou fonte. Por isso surgiu o ditado que: "Anca i santi e squázi anca el signore i se gá inciuchio com tanto vin". (Até os santos e o Senhor ficaram bêbados com tanto vinho).

Tanto as folhas de milho como as de trigo faziam parte da indústria artesanal. As do milho para cigarros de palha e as folhas de trigo para chapéus, bolsas e cestas feitas pelos colonos.


A MEDICINA CASEIRA E A ANTROPOLOGIA FÍSICA

As plantas medicinais eram identificadas pelo perfume e pelo aspecto físico. A planta era testada e pelos seus efeitos benéficos tornava-se da nobreza vegetal, respeitada e preservada, não capinada como as demais.

O mesmo acontecia com as benzedeiras de cobreiros, torcicolos, verrugas, triza... Havia uma conotação antropológica na benzedura. O toucinho por exemplo com que eram bezuntadas as verrugas, devia ser colocado pelo paciente debaixo de uma pedra, no caminho de regresso à prórpia casa. Tão logo as formigas o tivessem devorado, o paciente estaria livre das verrugas.

A marcela fazia efeito terapêutico, recolhida na sexta feira santa, antes do nascer do sol.

Os ramos de oliveira, bentos no domingo de ramos, queimados à janela em dias de tormenta, acalmariam as tempestades.

O trigo teria boa safra, nos anos em que as noites de Natal fossem límpidas.

É preciso salientar que, por falta de recursos técnico-medicinais bem como pela distância em se obter um médico, os colonizadores apropriavam-se dos conhecimentos populares tanto para buscar remédios caseiros como para efetuar partos e pequenas cirurgias. Tais conhecimentos passavam de pai para filho como um ritual onde a crença pura e simples estava acima de qualquer suspeita maléfica que tais medicamentos pudessem acarretar.


A RELIGIÃO E SUA TRADIÇÃO

A religião dos imigrantes e seus descendentes sempre esteve cercada por uma cosmogonia particular, cheia de tradições e superstições, principalmente dos italianos e poloneses. Os chamados lugares amaldiçoados pelos padres, embora as pessoas não tivessem nada com isso, mas a localidade em si, não progredia.
Os mortos apareciam como fantasmas, sobretudo aqueles que foram mortos em brigas, ou os que faleceram abandonados pelo caminho nas imigrações ou migrações. Os cemitérios são lugares de freqüentes aparições de defuntos.

Tais fenômenos não passam de imaginação popular, conseqüência da convivência com os entes queridos e do vínculo estabelecido entre eles.

Os colonizadores e seus descendentes viam a força do Deus vingador na tempestade, no trovão, no raio, no fogo, nas enchentes, que por vezes devastavam matas e plantações.

Nestes momentos o que salvava era a devoção a um santo muito poderoso e a devoção às almas do purgatório.

As almas do purgatório eram ótimas intercessoras junto a Deus porque como futuras habitantes do céu, aqui na terra, já experimentaram o terror das secas, das pestes, das tempestades, das carestias...

A igreja católica tentou acabar com essas crenças, porém os descendentes de imigrantes italianos, poloneses e alemães,... mantém as devoções e superstições primitivas até nossos dias, com menor intensidade.

O imigrante sempre via Deus como o grande manipulador da natureza em favor ou contra o homem, dependendo do seu bom ou mau comportamento. As grandes calamidades sempre tinham como razão, a infidelidade dos cristãos. Então era necessário fazer penitências, procissões, novenas, e pedir a intercessão de um santo poderoso como: Santo Antônio, São José, Nossa Senhora de Loudes, de Caravággio...

Os imigrantes e seus descendentes, tinham os seus lugares sagrados: igrejas, capelas, grutas, ermidas, capitéis, cemitérios, lugares de acidentes onde se erguiam uma cruz ou um nicho a algum santo para despertar respeito e veneração.

As procissões eram motivos de promessas especiais os promitentes se propunham: fazer longas caminhadas a pé, muitas vezes descalços, subir escadas e andar de joelhos, fazer jejum, pagar esmolas. Tudo isso porque: "É necessário fazer penitência para que Deus me perdoe".
 

VELÓRIOS E SEUS RITUAIS

Entre os imigrantes e seus descendentes, sobretudo os italianos e poloneses, o velório era uma espécie de última festa de confraternização que o falecido prestaria aos amigos. Por isso se oferecia, comida, água, café, vinho, cachaça à vontade, sempre na cozinha e com a porta fechada. Muitas vezes havia os que bebiam demais e eram afastados do velório. Conversas e comentários sobre os feitos do falecido, buscavam entreter os familiares. Não era raro, nos velórios, começavam os "namoros compromisso" entre os jovens.

No velório, as pessoas que recebiam maiores cuidados eram os anciãos, irmãos, primos, tios, avós ou amigos de infância do falecido.

O corpo do defunto era lavado com água morna e sal e era vestido com suas melhores roupas, juntando-se o crucifixo, o terço ou algum objeto sagrado do falecido.

Fechavam-se os olhos do falecido, pois se alguém fosse sepultado de vistas abertas, "via-se que ele estava a chamar mais alguém da família”.

Também não podia enterrar-se ninguém de mãos ou pés amarrados pois isto impedia que o defunto se libertasse dos tormentos de pulgatório.

O defunto era colocado virado ou para a porta ou para a janela de saida, rumo à estrada. Esta era uma garantia psicológica de não voltar a vê-lo dentro de casa, porque ele partiu e não olhou para trás.

Saindo o cortejo fúnebre, a casa era varrida em direção a porta de saida do defunto e o lixo recolhido era queimado pelos familiares significando que o defunto levou consigo as boas e más ações.

A família entrava em luto fechado por um ano. Os homens usavam camisa preta e barba e as mulheres vestido preto.

Devido a crença de que o defunto sofreria no purgatório por causa dos pecados, das dívidas e das injustiças praticadas, os familiares, faziam novenas, rezavam terços e mandavam rezar missas.


ORAÇÕES ITALIANAS

Orações Matinais

1 - Ato de adoração a Deus. (Atto di adorazione a Dio)

Dio eterno ed onnipotennte che mi avete creato a vostra immagine e rassomiglianza, e che mi avete fatto capace di amarvi e di possedervi eternamente, con tutta umiltà vi adoro come mio sovrano, Signore, fatemi la grazia di eorrispondere alla vostra bontà infinita con quell’amore che vi è dovuto, e con una perfetta ubbidienza ai vostri santi comandamenti.

2 - Rendimento de graças (Redimento di Grazie)

O Dio mio, che avete tutto in poter vostro, conosco benissimo che non ho niente che da voi non venga. Perciò non cesserò di pubblicare le vostre misericordie e di ringraziarvi di tutti i beni e di tutti i favori che mi avete fati, particolarmente d’essere io nella vera Chiesa e d’avermi voi preservato in questa notte, e in tutta la mia vita, da tanti sinistri accidenti e pericoli.

3 - Meu oferecimento a Deus (Offerta a Dio di tutto se stesso)

Dio mio, vi offerisco il mio corpo, la mia anima, e tutto ciò che io sono; e perchè la debolezza umana non può niente senza di voi vi prego d’aiutarmi colla grazia vostra affinchè tutto ciò che io farò e soffrirò in quest’oggi sia per la vostra maggior gloria e per la remissione dei miei peccati. Così sai.

4 - Pai Nosso (Orazione di Padre Nostro)

Padre nostro, che siete nei cieli, sia santificato il vostro nome, si avvicini il vostro regno, e sulla terra sia fatta la vostra volontà come in cielo.
Dateci oggi il nostro pane quotidiano. Eperdonateci le nostre offese, come noi perdoniamo a coloro che ci hanno offeso. E non vogliate indurci in tentazione. Ma liberateci dal male. Così sia.

5 - Ave Maria (Salutazione Angelica)

Ave Maria, piena di grazia, il Signore e con te. Tu sei benedetta fra le donne e benedetto e il frutto del tuo seno, Gesú. Santa Maria, Madre di Dio, prega per noi peccatori, adesso e nell'ora della nostra morte. Così sia. Amen.

5 - Creio em Deus ( Ato di Fede)

Credo in Dio Padre onnipotente creatore del cielo e della terra; ed in Gesù Cristo unico suo figliuolo, Signor nostro, che concepito di Spirito Santo, nacque da Maria Vergine, patì sotto Ponzio Pilato, e fu crocifisso, morto e sepolto. Discese all’inferno, nel terzo giorno risuscitò da morte a vita. E’ salito nei cieli; siede alla destra di Dio Padre onnipotente, donde verrà a giudicare i vivi ed i morti. Credo nello Spirito Santo; la santa Chiesa cattolica; la comunione dei Santi, la remissione de’ peccati; la risurrezione della carne; la vita eterna. Così sia.


JARAGUÁ DO SUL

Uma grande leva de italianos veio para as regiões de Rodeio, Rio dos Cedros e Pomeranos nos anos de 1875 e 1876. Na década de 1890 várias famílias italianas migraram para Jaraguá adquirindo seus lotes nestas terras. Assim, a família Ropelatto, Domingos Murara, Giuseppe Murara, Domenico Valentini, Dario Pauli, Domenico Minatti, Ropelati Minatti, Luigi Murara, Antonio Murara. O bairro “Barra do Rio Cerro” concentra um grande número de italianos como podemos observar nas inscrições dos jazigos do cemitério onde se lê os sobrenomes dos: Piazera, Rubini, Demarchi, Pradi, Negherbon, Pedri, Bortolini.

Também os bairros de “Nereu Ramos” e “Santa Luzia” concentram grande número de descendentes de italianos até os nossos dias. Quanto aos imigrantes podemos citar a vinda de Francisco Zacarias Lenzi em 1894. Ele era amigo dos Ferrazza, dos Piazera, dos Pícolli, dos Satler, dos Mengarda e assim por diante...

Temos um relato do livro de Stulzer referente à fundação da Sociedade Escolar Católica "Barra do Rio Cerro" em 1899 feita quase que exclusivamente por membros italianos com os seguintes nomes: Domenico Demarchi, Henrique Piazera, Angelo Menegazi, Giovani Zapela, Fiorenzo Satler, Isidorio Bassani, Feliciano Borotlini, Augusto Stinghen, Domenico Krestani, Pietro Picoli, Giusepe Demarchi, Giusepe Piseta, Narciso Satler, Beniamino Stulzer, Giusepe Satler, Giorgio Satler, Giacomo Demarchi, Eugenio Pradi, Isidoro Pedri, Giovani Satler, Basilio Pacher, Abramo Pradi (foi o primeiro professor da escola com um salário na época de 35$000, mensais), Salamone Mengarda, Vittorio Piazera, Angelo Piazera, Bernardo Bressan, Sebastiano Demarchi, Pacifico Feraza, Sebastiano Demarchi Junior, Girolano Demarchi. Todos estes sobrenomes endossam a marcante presença dos italianos na colonização e no desenvolvimento de Jaraguá do Sul.

Atualmente a cultura italiana está muito presente em nosso município, tanto que na pesquisa realizada em novembro de 2001 constatamos que 23,9% são descendentes de italianos e que mantém vivos muitos traços étnicos. Entidades e Associações de Jaraguá do Sul, tem grande responsbilidade na preservação de muitas tradições italianas como: cantos, culinária, trajes típicos, religiosidade e a própria língua italiana como fator básico na manutenção de uma cultura típica.

Ler em italiano

É possível fazê-lo pois existem muitos livros, revistas, periódicos e mesmo jornais direcionados para os descendentes.

Citamos o período: Famiglie Trentine
Endereço: Piazza Silvio Pellico, 12 - 38100 - Trento - Itália.
Telefone e Fax - 0461 98-7365 - E-mail - famtrent@tin.it


Este periódico é escrito todo em italiano, com matérias sobre os imigrantes e seus descendentes bem como sobre os conterrâneos da Itália.


ALGUNS PROVÈRBIOS ITALIANOS

Não poderíamos de deixar de citar alguns provérbios italianos que foram assimilados por outras etnias e até traduzidos para o brasileiro e que continuam até hoje...

  1. Sóldi, done e cavai, no se inpresta mai. (Dinheiro, mulher e cavalos, nunca se emprestam);
  2. Padre rico, figlio nóbile, nipóti pôveri. (Pais ricos, filhos nobres, netos pobres);
  3. Lé meio un pícollo da rincurar, che un grando da comandar. (É melhor uma criança para cuidar, do que um adulto para mandar);
  4. Sete vol el pomo, sbassa la rama; se te vol la toza, carassa la mama. (Se quiser a maçã, abaixa o galho; se quiseres a filha, conquiste a mãe);
  5. Chi che ghiná in cuna no pol dir de ninsuna. (Quem tem meninas no berço, não pode falar das outras);
  6. El belo se sostiên, el bruto se mantiên. (O belo tem que ser cultivado, o feio se mantém por si);
  7. No ghé dimênega sensa sole, gnanca done sensa amore. (Não há domingos sem sol, nem mulheres sem amor);
  8. El omo per la parola, e la mussa per la cavessa. (O homem é levado pela palavra, e a besta pelo cabresto);
  9. Con áqua e ciácole, no se inpasta frítole. (Com água e conversa não se faz bolinhos);
  10. Fate vánti che baúcho ghiné tánti. (Seja esperto, que bobos há muitos);
  11. Chi spua alto, se spua dosso. (Quem cospe para o alto, cospe sobre si mesmo);
  12. El óspede lé come el pesse, dopo tré die el spussa. (O hóspede é como o peixe, depois de três dias, "cheira mal");
  13. Piano, piano se vá lotano, forte, forte, forte se vá a la morte. (Devagar se vai longe, com pressa se vai à morte);
  14. Se vede el capel, no se vede el servel. (Vê-se o chapéu, mas não o cérebro);
  15. La volpe la perde el pel, ma nó el víssio. (A raposa perde o pelo mas não o vício);
  16. Anca un palo bem vestito, pare un cardinal. (Até um palanque bem vestido, parece um cardeal);
  17. Amicíssia fata del vino, no dura da sera al matino. (As amizades feitas bebendo vinho, não duram da noite para o dia);
  18. Vol depí vu biciêr de vin in boca mia, che cento medicine in farmassia. (Vale mais um copo de vinho em minha boca, que mil remédios na farmácia).

 

CULINÁRIA

A culinária italiana é uma das mais ricas e que se adaptou muito bem à relaidade brasileira substituindo muitos ingredientes da Itália pelos existentes no Brasil. Como é o caso da polenta, dos bolos e pães de fubá, onde a farinha de milho serviu como ingrediente principal.
 

MÚSICA

A música permite manter viva de certa forma uma parte do idioma e do folclore de cada etnia. Os italianos sabem fazer isto muito bem cantando suas canções trazidas pelos imigrantes.

Vamos passar a letra de algumas músicas mais cantadas.


1. Dalla iitalia noi siamo partiti

1. Dalla Italia noi siamo partiti, siamo partiti co’l nostro onore,
Trenta e sei giorni di machina a vapore e alla Mérica noi siamo arrivà.
Mérica, Merica, Mérica, cosa sara la sta Mérica, Mérica Mérica, Mérica, L’e un bel massolino dei Fior. 2x

2. A l’America noi siamo arrivati no abbian trovato nei paglia e nei fieno,
abbiam dormito su’l nudo terreno, come le bestie abbiamo riposa.

3. Alla Mérica l’e longa e l’e larga l’e formata dei monti e dei piani
e con la industria dei nostri italiani abbian fondato paese e citta.  


2. Quel mazzolin de fiori

1. Quel mazzolin di fiori che vien della montagna - 2x
E varda ben che non si bagna che lo voglio regalar - 2x

2. Lo voglio regalare perche l’e un bel Massetto - 2x
Lo voglio dare al mio moreto questa será quando l’ vien - 2x

3. Sta sera quando il viene sara una bruta sera - 2x
E perche sabo di sera lu non le vegnu da me - 2x

4. Non le vegnu da me le nda della Rosina - 2x
Perche mi son poverina me fa piangere e sospirar - 2x

5. Fa piangere e sospirare su l’etto dei lamenti - 2x
Cosa mai diran la gente cosa mai diran di me - 2x

6. E anche soi tradita, tradita nel amore - 2x
E i ve piange il cuore i per sempre piangero - 2x


3. Santa Lucia

1. Sul mare luccica lastro d’argento placida l’onda prospero e il vento
// venite all’agille barchetta mia Santa Lucia, Santa Lucia - 2x

2. Com questo zéfiro cosi soave oh come è belo star su la nave.
 // Su pasegeri venite via, Santa Lucia, Santa Lucia - 2x

3. Oh dolce Napoli oh sol beatto dove soridere volle il creato
// Tu sei l’limpero dell’armonia, Santa Lucia, Santa Lucia - 2x


4. La verginella

1. // Ho girato l’Italia e il Tirol - 2x
Sol per trovare una verginella, ciomba la ri la le la, ciomba la le la.
Sol per trovare una verginella, ciomba la ri la le la, e viva l’amor!

2. //Verginella non posso trovar - 2x
Solo mi basta Che la sia bella, ciomba la ri la le la, ciomba la le la.
Solo mi basta Che la sia bella, ciomba la ri la le la, , e viva l’amor!

3. // Se no la è bella faremo pintar - 2x
prima per dentro, e dopo per fora ciomba la ri la le la, ciomba la le la.prima per dentro,e dopo per fora ciomba la ri la le la, e viva l’amor!

4. // E l’a trovata più bella d’un fior - 2x
Ell’a lavora tutta la terra, ciomba la ri la le la, ciomba la le la.
Ell’a lavora tutta la terra, ciomba la ri la le la, e viva l’amor!

5. I tirolesi son bravi soldati //2x Tutte le notte de sentinella e ciombalarilalela, ciomba la lela, tutte le notte de sentinella ciomba larilalela e viva l’amor.


TRAJES TÍPICOS

De acordo com o mapa da Itália, podemos situar a região de cada traje típico que iremos apresentar a seguir.

1 - O traje de Piemonte

Região do norte da Itália, faz divisa com a França e a Suíça e é essencialmente rural, com excessão da esplendorosa Torino (Turim). Aqui é marcante influência da cultura francesa. A língua francesa ainda pode ser ouvida em vales remotos. É uma região fria, que exige dos seus habitantes trajes pesados e quentes. Salientamos que o estado do Piemonte são o azul, o branco e o vermelho. O cajado nas mãos dos homens simboliza o pastoreiro do povo desta região.


Grupo Folclórico Italo-Brasileiro Santa Felicidade - Curitiba (PR).

 

2 - O traje Trentino

Trento é uma região montanhosa e fria do Norte da Itália, de forte influência germânica. O alto Adige, por exemplo é também chamado pelo nome Alemão Südtirol, ou Tirol do Sul. Esta influência pode ser observada nos trajes e nas danças tretinas. Os trajes das mulheres tem muitos floreados com destaque sempre para o vermelho. Os homens usam seus trajes em azul, branco e vermelho e com um chapéu que traz duas penas como adorno, bem como uma espécie de lenço no colarinho da camisa dando um ar de elegância.


Grupo Folclórico Italo-Brasileiro Santa Felicidade - Curitiba (PR).


3 - O traje de Friuli

Esta região fica aninhada entre a Áustria, ao norte, e a Eslovênia, a leste. Muitas de suas cidades surgiam de antigos postos de vigilância ramanas. Um dos lugares mais cantados pelos imigrantes é Trieste, de cujo porto que os homens usam calças meia canela na cor marrom acompanhadas de uma gravata na mesma cor. As mulheres usam um chale com bordados em marrom com babados em azul marinho e um lenço colorido na cabeça.


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4 - O traje de Veneto

Veneto é uma região de grande contraste no Nordeste da Itália. A beleza natural dos Alpes Dolomíticos e do Lago di Garda (o maior do país), convive com as maravilhas feitas pelo homem, com as belas cidades de Verona, Pádova e a inesquecível Venera.
Grande parte dos imigrantes de Santa Felicidade, no Paraná, veio dessa região. Este é uma espécie de traje de gala, onde os homens usam uma espécie de capote de lã até um pouco abaixo dos joelhos numa cor de azul escuro cobrindo uma camisa branca com babados e na cabeça um chapéu com penas de pavão nas cores verdes e branca dando um ar de nobreza. O traje das mulheres e composta de um vestido com bordados em vermelho, uma tiara de flores na cabeça, camisa branca e uma jaqueta na cor do capote dos homens.


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5 - O traje de Campania

Campania, fica localizada na região sul da Itália - sendo também conhecida como II Mezzogiomo (Terra do Sol do Meio Dia). Sua capital foi cobiçada e dominada por vários povos - muçulmanos, normandos, alemães, franceses e espanhóis. O interior é de planícies férteis e bastante cultivadas, o litoral é recortado por lindas ilhas, como a famosa Ilha de Capri. O preto, o azul e o vermelho são o destaque dos trajes de Campania. As mulheres usam um lenço branco na cabeça e os homens uma espécie de meia gravata preta. A camisa dos homens é branca combinando com o avental das mulheres.


Esta foto ressalta o azul claro no avental das mulheres,
e onde os homens substituem os coletes vermelhos por pretos, com a meia gravata em azul.

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Outra foto de um traje típico da Campania, ressaltando o azul claro no avental das mulheres,
e onde os homens substituem os coletes vermelhos por pretos, com a meia gravata em azul.


6 - O traje de Sicília

A Sicília é a maior das regiões da Itália e também a maior ilha do Mediterrâneo, do qual é praticamente uma encruzilhada. Foi ocupada por muitos povos (fenícios, gregos, romanos, bizantinos, árabes, normandos, espanhóis, entre outros). Por ser uma ilha, também chamada Isola del Sole (Ilha do Sol), o impacto cultural de cada povo que a ocupou foi intenso.
O verde, vermelho e branco predominam em seus trajes típicos, dando um destaque especial. O traje dos homens vem acompanhado de detalhes em preto, com a jaqueta e listas pretas nas calças. As mulheres usam um arranjo de flores na cabeça dando um ar de jovialidade e beleza. Os homens ainda usam um lenço vermelho sob a gola da camisa branca e as mulheres amarram um lenço vermelho na cintura.


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Outra foto de um traje da Sicília dando um destaque diferente para o traje feminino.

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