Etnias de Jaraguá do Sul - Polonesa
Alemã | Polonesa | Húngara | Negra | Italiana | Xokleng
 

Pesquisa elaborada por Ignácio Arendt, apoiada na bibliografia:

  1. Emigracja Polska w Brazylii - Vários autores - Editora Tamka - Warszawa - Polônia - 1971
  2. Nos rastros dos imigrantes poloneses - Pedro Martim Kokuszka - Ed. Gráfica Arins - 2001 - 2ª Edição
  3. Colônia Lucena - Itaiópolis - Crônica dos imigrantes poloneses - Wilson Carlos Rodycz - Edição Brascol - Florianópolis - 2002
  4. O colar de âmbar amarelo - Monika Grycynska - Gráfica Vicentina Editora - 2001
  5. Os imigrantes poloneses, seus descendentes - Algumas Histórias - Helena Orchanheski e Vera Lúcia de O. Mayer - Edição - 2006
  6. Encontros e reencontros - Olga Piazera Majcher - Edição - 2005
     

INTRODUÇÃO

Também os poloneses vieram ao Brasil em busca de trabalho, a convite do Governo Brasileiro que necessitava de mão obra bem como tinha por objetivo colonizar as terras principalmente do três estados do sul deste país.

Os primeiros imigrantes, 32 famílias saíram da região de Slask - Alta Silésia, parte sudoeste da Polônia dominada pela Alemanha, vieram pelo porto de Itajaí com destino ao atual Estado de Santa Catarina ( Brusque).., outros de Gdansk e da Galicia...e muitos outros poloneses vieram da Pomerânia, Grande Polônia, Starograd, Opole, Konin, Krosno, Kalisz, Poznan, Mazóvia, Sieradz , Kujawy, etc.

Por que os poloneses emigraram da Polônia?

As causas que motivaram os poloneses a abandonar a sua terra natal foram:

1 - As rebeliões armadas que abalaram a Polônia, após as suas três partilhas em fins do século XVIII, forçando muitos poloneses a deixar sua pátria escravizada e a procurar asilo político em terras estrangeiras.

2 - As difíceis condições de vida da população rural, tanto econômicas como sociais, sob o jugo de três potências ocupantes, a Prússia, a Rússia e a Áustria que mantinham os campesinos no analfabetismo, na miséria e sobretudo sem terra. Tudo isso contribuiu para o êxodo de elevados contingentes de emigrantes poloneses.

A contribuição de Sebastião Edmund Wos Saporski na imigração polonesa.

Sebastião ou Bastião, como o tratavam no Brasil, nasceu em  19 de janeiro de 1844 na aldeia de Silkowice, perto de Opole na Alta Silésia. Era filho de modestos camponeses. Em 1867 deixou a Polônia, dirigindo-se a Buenos Aires depois Montevidéu. Lá ficou sabendo da colonização alemã que vinha se desenvolvendo em Santa Catarina no Vale do Itajaí, para lá se dirigiu e fixou residência na Colônia Blumenau no ano de 1868. Em 1869, encontrou-se com o padre Antonio Zielinski na colônia Gaspar, pároco dessa localidade. O padre Zielinski era muito bem relacionado na corte de D. Pedro II, no Rio de Janeiro. Trocando idéias, Wos Saporski e o padre Zielinski solicitaram a D. Pedro II, em 10 de abril de 1869, uma concessão de terras no Estado do Paraná para serem colonizadas por poloneses, solicitação esta que foi atendida no dia 11 de maio do mesmo ano. Wos Saporski mudou-se para Curitiba e se naturalizou brasileiro em 1885. Em 1912, foi eleito deputado estadual. Faleceu em Curitiba em 6 de dezembro de 1933, com a idade de 89 anos.


PRIMEIRA FASE DA IMIGRAÇÃO POLONESA AO BRASIL DE 1869 A 1872

Os primeiros imigrantes saíram da região de SLANSK (Silésia), embarcaram no navio Victoria, chegando no porto de Itajaí no mês de agosto de 1869. Eram num total de 64 pessoas das seguintes famílias: Franciszek Polak, Mikolaj Wos, Bonaventura Polak, Tomasz Szymansky, Szymon Purkot, Filip Kokot, Michal Prudlo, Szymon Otto, Dominik Stempska, Kacper Gbur, Balcer Gbur, Walenty Weber, Antoni Kania, Franciszek Kania, Andrzei Pampuchi Stefan Kachel. Estas foram as primeiras 16 famílias. Porém, seu destino era Brusque, em SC na região de Sixteen Lots”, em SC, a qual já tinha sido abandonada pelos Irlandeses.
Em 1870, outras 16 famílias também vieram para Bursque. Os nomes conhecidos são: Balthazar Gebzy, Andrzej Kawicki, Gregorz Haly, Blazej Macioszki, Tomosz Szajnowski, Fabian Boraka, August Waldery, Marcin Prudlik, Marcin Kempy, Pawel Polak, Walenty Otto, Leopold Jelenia, Józef Purkoti Wincenty Pampuch.
Desde o início estes imigrantes não se sentiram bem pelas adversidades da região, clima muito quente e até porque a colônia na sua maioria era de alemães. Então, por intermédio de Edmund Saporski, em julho de 1871 foram transferidos para Curitiba estabelecendo-se no bairro Pilarzinho. As 32 famílias somavam 164 pessoas.

Consta ainda, conforme relato dos escritor Kazimierz Kaminski de que um grupo de poloneses estabeleceu-se na Colônia de Sandweg (Estrada da Areia)  Indaial - SC, onde vieram por volta de 1872 aproximadamente 100 famílias polonesas. Este é o único escrito que se tem sobre os primeiros imigrantes de Santa Catarina, aqui estabelecidos, desta primeira fase.


SEGUNDA FASE DA IMIGRAÇÃO DE 1873 A 1889

Em 1873, nos navios Terpsychore e Guttemberg através da companhia colonizadora de Hamburgo vieram ao Porto de São Francisco mais 64 famílias polonesas num total de 258 pessoas. Seu destino era a Colônia Dona Francisca. Informados pelo Pe. Boergenhausen de Joinville de que em Curitiba já tinham se estabelecido muitos conterrâneos seus e outra vez ajudados por Edmund Saporski, conseguiram autorização do então presidente do Paraná Dr. Frederico Abranches para se estabelecerem a 6km de Curitiba, hoje bairro Abranches. Observando que os primeiros imigrantes se deram relativamente bem em terras brasileiras, o fluxo de imigração foi aumentando e até 1876 já tinham se estabelecido nas várias colônias polonesas dos arredores de Curitiba em torno de 3.850 pessoas. O historiador Kazimierz Gluchowski  cita o número de 250 pessoas vindas da Prússia Ocidental, que se fixaram em 1881 na Colônia Rio Vermelho (São Bento do Sul - SC). Até o final desta segunda fase tinham vindo ao Brasil aproximadamente 8.080 imigrantes poloneses.

Entre 1890 a 1895  "Febre brasileira"

Em 1890, foram estabelecidas duas comissões colonizadoras polonesas. Uma no vale do Iguaçu, próximo a Palmeira - PR onde desenvolveram-se as colônias polonesas de Santa Bárbara, Canta Galo, Rio dos Patos, São Mateus, Água Branca, Eufrosina e Rio Claro. Foram assentados em torno de 8.200 imigrantes poloneses. A outra comissão de Rio Negro - PR, foi responsável pela formação das colônias polonesas de: Lucena, hoje Itaiópolis, num total de 1488 imigrantes e a colônia de Augusta Vitória com 120 imigrantes poloneses. Não podemos esquecer a pequena colônia de Moema (próximo a Itaiópolis - SC) onde se fixaram poloneses e muitos ucranianos ( 84 pessoas vindas da Galícia Ocidental em 18.78, conforme Kazimierz Gluchowski).

Conforme escritos do pesquisador Wilson Carlos Rodycz “A vida dos imigrantes, ao contrário do que eles próprios esperavam sempre foi bastante difícil. Mas nada se compara ao ocorrido na região do Contestado. Armados apenas com uma pistola de dois canos e duas balas, os polacos de Lucena (então pertencente ao Paraná e atualmente a Itaiópolis - SC) se enfrentaram com os ferozes índios botocudos que habitavam a região. Em 17 anos, aconteceram 61 enfrentamentos com 40 mortes de imigrantes. O governo, pouco ou nada fez para orientar. Os índios, nada sabiam de colonização e de que aquele sofrido povo loiro estava ali porque tinha sido convidado”.

Itaiópolis é o maior centro representativo de poloneses de Santa Catarina.

Em 1891 foi criada a  colônia de Massaranduba onde foram fixados em torno de 1.200 imigrantes poloneses, vindos do Reino da Polônia.  Também em 1892 mais ao sul de SC, formaram-se as colônias de Grão-Pará (próxima a Orleans) e a colônia de Cocal (próxima a Laguna e Tubarão) com aproximadamente 200 famílias polonesas, 1.000 pessoas. Conforme escritos de Kazimierz Gluchowski, vieram poloneses do Reino da Polônia  num total aproximado de 800 pessoas entre 1891 a 1892,  para a colônia de Rio Vermelho São Bento do Sul - SC, somando-se aos que ali tinham vindo em 1881. Nesta fase fixaram-se 64.786 imigrantes poloneses em diversas colônias pelos estados do Sul e sudeste do Brasil.

 

TERCEIRA FASE DA IMIGRAÇÃO POLONESA DE 1895 A 1908

A terceira fase é marcada pela imigração de poloneses da região da Galícia e da região dominada pelos russos. Em 1895 vieram 350 pessoas para a colônia Alberto de Abreu ( próxima a Porto União). No ano seguinte, em 1896 o governo paranaense assentou 2.500 pessoas na colônia de Água Amarela (hoje Antônio Olinto – PR), destas, 60% eram da região de domínio russo e os outros da região da Galícia.
Também nessa época estabeleceram-se em torno de 1.000 famílias nas colônias de Rio Claro, Malet e Dorizon (PR). Destas 70% também eram da região de domínio russo. Em 1896 foi feito o assentamento da maior colônia polonesa do Paraná: Prudentópolis com aproximadamente 10.000 pessoas. Destes também 70% eram provenientes da região de domínio russo.

Entre os imigrantes vindos para Prudentópolis, Rio Claro, Mallet e Dorizon grande parte era de Origem Ucraniana. A semelhança da língua eslava e de alguns costumes confundia muitas vezes a sua origem, mas existem muitas diferenças entre poloneses e ucranianos principalmente no rito religioso (poloneses - católicos romanos e ucranianos - católicos ortodoxos), bem como em tantos outros costumes e tradições que diversificam estas duas etnias, mais ou menos como portugueses e espanhóis. Podemos confirmar que neste período vieram 8.700 imigrantes poloneses e 22.445 ucranianos.


QUARTA FASE DE 1908 A 1914

Nesta fase o maior contingente de imigrantes foi para o Paraná, engrossando o número de pessoas das colônias já existentes e abrindo novas em vários locais do estado, num total aproximado de 23.406 imigrantes poloneses. Nesta quarta fase, Santa Catarina teve um pequeno número de imigrantes poloneses, num total aproximado de 1.000 pessoas. Enquanto que no Rio Grande do Sul estabeleceram-se aproximadamente 7.000 imigrantes poloneses. Neste período vieram 22.630 imigrantes poloneses e 9.650 ucranianos.


PAINEL GERAL DA IMIGRAÇÃO POLONESA DE 1869 A 1912

De acordo com as anotações de Edmund Saporski vieram para o Brasil até essa data 115.986 pessoas, distribuídas pelos seguintes estados:

Quadro geral 1
Paraná: 50.722
Santa Catarina: 6.950
Rio Grande do Sul: 32.600
São Paulo: 13.500
Outros estados: 12.214 - (imigrantes poloneses de outros estados brasileiros principalmente de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo)

Quadro geral 2 - De acordo co Kazimierz Gluchowski (Primeiro Cônsul da República da Polônia  em Curitiba - 1924)
Imigrantes Poloneses

Paraná: 41.646
Santa Catarina: 6.750
Rio Grande do Sul: 34.300
São Paulo: 13.500
Outros Estados: 8.000
Total: 104.196

Imigrantes Ucranianos
Paraná: 30.595
Outros Estados: 1.500
Total: 32.095

Após 1895 a imigração de poloneses para o Brasil teve seu ritmo desacelerado, mas mesmo depois de 1912 a imigração continuou existindo além da 2ª guerra mundial.


NÚMERO DE IMIGRANTES E SEUS DESCENDENTES EM 1937

Um censo realizado em 1937 pela CZP (Centralny Zwiazek Polakow w Brazylii – União Central dos Poloneses no Brasil) e pelo Consulado Polonês de Curitiba informava que naquele ano os poloneses e seus descendentes estavam assim distribuídos no Brasil:
  • Paraná - 92.000
  • Rio Grande do Sul - 83.000
  • Santa Catarina - 28.000
  • São Paulo - 12.000
  • Espírito Santo - 1.500
  • Outros Estados - 500
  • Total: 217.000

 

DADOS MAIS ESPECÍFICOS DE SANTA CATARINA

É preciso ressaltar que os poloneses quando vinham para o atual Estado de Santa Catarina, na verdade estavam vindo para o Paraná, já que até 1917 (após a Guerra do Contestado) a divisa do Paraná era com o Rio Grande do Sul, no rio Uruguai. Santa Catarina era só a região baixa até a Serra que divide o segundo planalto. O primeiro agrupamento chegou em 1869 na região de Brusque conforme descrito acima e transferidos para Curitiba em 1871.

Foram formadas colônias com imigrantes poloneses em várias localidades espalhadas pelo estado de Santa Catarina assim como : Guabiruba, Nova Trento, Major Gercino, Blumenau, Indaial, Rio dos Cedros, Benedito Novo (Travessão do Tigre); ainda em São Bento do Sul (Rio Vermelho e Rio Natal), Corupá, Massaranduba, Guaramirim, Rio Negrinho, Campo Alegre (Bateias de Baixo), Papanduva, Itaiópolis, Mafra, Canoinhas, Major Vieira, Monte Castelo, Santa Terezinha; mais ao Sul foram formadas ainda comunidades em Cocal do Sul, Jacinto Machado, Criciúma, Orleães, Grão-Pará, sem esquecermos um bom número de poloneses que se estabeleceu em Porto União, e bem mais tarde após 1920 em Irineópolis, Rio do Oeste, Nova Erechim, Descanso, Mondaí e Pouso Redondo.


CRESCIMENTO POPULACIONAL DOS POLONESES NO BRASIL ATÉ 1970

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o crescimento demográfico da população brasileira se mantém numa média de 2,5% ao ano. Desde o início da imigração polonesa a taxa de crescimento entre eles estava acima deste índice de acordo com pesquisa de Michal Sekula, pois ele diz que o crescimento da população polonesa e seus descendentes estava acima dos 25% para cada 10 anos. Para efeitos dos números a seguir manteremos a taxa em 2,5% apresentando o crescimento populacional dos descendentes poloneses, por estado, até o ano de 1970.

Rio Grande do Sul:
Até 1880 vieram 700 pessoas
Crescimento natural entre 1880 a 1886 = 105 pessoas
Até 1886 vieram mais 600 pessoas
Crescimento natural entre 1886 a 1894 = 280 pessoas
Até 1894 vieram mais 25.000 pessoas
Total geral até aqui: 26.685
Crescimento natural entre 1894 a 1904 = 6.670 pessoas
Vieram nessa época = 5.600 pessoas
Crescimento natural entre 1904 a 1915 = 10.710 pessoas
Vieram nessa época = 7.000 pessoas
Crescimento natural entre 1915 e 1935 = 31 865 pessoas
Vieram nessa época 7 000 pessoas
Crescimento natural entre 1935 a 1939 = 13.700 pessoas
Vieram nessa época = 5.690 pessoas
Crescimento natural entre 1939 a 1945 = 28.730 pessoas
Crescimento natural entre 1945 a 1955 = 35.900 pessoas
Crescimento natural entre 1955 a 1965 = 44.880 pessoas
Crescimento natural entre 1965 a 1970 = 28.500 pessoas
Vieram após a 2ª guerra = 3.270 pessoas
Total geral no estado do Rio Grande do Sul até 1970 = 256.200 pessoas.
 

Paraná:
Em 1889 havia no Paraná = 11.000 pessoas
Vieram entre 1889 a 1894 = 15.000 pessoas
Crescimento natural entre 1894 a 1900 = 3.900 pessoas
Vieram nessa época = 6.100 pessoas
Crescimento natural entre 1900 a 1910 = 9.000 pessoas
Vieram nessa época = 6.000 pessoas
Crescimento natural entre 1910 e 1915 = 6.375 pessoas
Vieram nessa época = 14.730 pessoas
Crescimento natural entre 1915 e 1925 = 18.025 pessoas
Vieram nessa época = 2.845 pessoas
Crescimento natural entre 1925 a 1935 = 23.240 pessoas
Vieram nessa época = 16.000 pessoas
Crescimento natural entre 1935 a 1945 = 33.050
Vieram entre 1935 a 1939 = 4 000 pessoas
Crescimento natural entre 1945 a 1955 = 42.315 pessoas
Vieram após a 2ª guerra = 7.000 pessoas
Crescimento natural entre 1955 a 1965 = 54.640 pessoas
Crescimento natural entre 1965 a 1970 = 34.150 pessoas
Total geral no crescimento do Paraná até1970 = 307.370 pessoas
 

São Paulo e outros estados ao norte de São Paulo
Até 1914 havia 33.000 pessoas
Crescimento natural entre 1914 a 1930 = 14.400 pessoas
Vieram entre 1920 a 1930 = 15.000 pessoas
Crescimento natural entre 1930 a 1940 = 15.600
Vieram entre 1930 a 1940 = 12.000
Crescimento natural entre 1940 a 1970 = 85.820
Vieram entre 1940 a 1970 = 14.500
Total geral até1970 = 190.320 pessoas
 

Santa Catarina (De acordo com escritos de Ruy Wachowicz)
Em 1934 havia 31.000 pessoas
Poloneses espalhados pelo estado = 3.000 pessoas
Crescimento natural entre 1934 a 1950 = 14.875 pessoas
Crescimento natural entre 1950 a 1970 = 24.490 pessoas
Vieram entre 1934 e 1970 = 12.635 pessoas
Total geral em Santa Catarina até1970 = 89.000 pessoas

Se somarmos todos os descendentes dos imigrantes poloneses até o ano de 1970, tínhamos um total aproximado de 842.890 pessoas. Considerando que a taxa de crescimento populacional teve um pequeno decréscimo nos últimos 30 anos e tomando por base a taxa de 20% para cada dez anos chegamos no ano 2000 com um total de 1.456.513 descendentes de poloneses espalhados pelo Brasil. Há quem diga que os descendentes de poloneses hoje são em torno de 2 milhões. O que podemos afirmar é que os poloneses foram o QUINTO maior contingente de imigrantes vindos para o Brasil.


SOBRENOMES POLONESES E SUAS RAÍSES HISTÓRICAS

Ainda, segundo o professor Luciano Celinski, do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense, os sobrenomes Poloneses têm muita história. Os sobrenomes em "SKI", "CKI", "IC" e "ICZ" não existiam antes do século XV (anos 1400). O que leva a supor que os demais são mais antigos que aqueles. Mas permite também concluir que estudos genealógicos de linhagens familiares ainda existentes podem chegar a retroceder cinco séculos.
Naqueles primórdios, apenas o filho primogênito herdava o sobrenome paterno (bem como o brasão original). Os demais, deveriam constituir novas linhagens de famílias (e brasões). o mesmo acontecia com o título aristocrático; se era do tipo "palotinus", os filhos tinham direito de herdá-lo, o qual extinguia-se com a morte paterna. Por outro lado, os filhos ilegítimos, em alguns casos recebiam o sobrenome paterno integral (Brasão idem), ou incompleto (brasão parcial). Por exemplo, se o sobrenome do pai natural era, digamos "Zwolinski", o filho extra conjugal recebia o sobrenome "Wolinski", ou de "Dobinski" para "Binski". Uma terceira possibilidade era criar um sobrenome a partir de um fato geográfico. Se o local se chamasse "Jawor", poderia dar origem ao sobrenome "Jaworski", mas esse costume não era exclusivo desses procedimentos extralegais.

Durante a idade média, portanto antes dos anos 1400, as pessoas possuíam apelidos, alguns depreciativos, alguns pornográficos até, outros, nomes próprios de origem eslava ou bíblica. Antes da adoção do uso dos sobrenomes, como hoje os conhecemos, aqueles apelidos e nomes eram acompanhados da denominação da propriedade rural. Se o indivíduo João morasse em "zawada", então era reconhecido como João de Zawada; um outro José, domiciliado em "Nowa", era José de Nowa. Tempos depois. Seus descendentes, poderiam passar a usar o sobrenome de Zawadzki e Nowacki, respectivamente. Algo semelhante ocorria com a formação dos sobrenomes terminados em "IC" e "CZ". Estes provinham dos burgos ou povoações de origem e não de propriedades rurais familiares como o caso acima descrito. As terminações em "CKI" e "SKI", também se formaram a partir dos nomes das propriedades rurais possuídas, mas a diferença é de caráter gramatical e não necessariamente, na natureza da origem regional.

Durante séculos, os contatos diplomáticos, comerciais, militares com países próximos ou afastados, exerceram significativa influência também sobre a onomástica polonesa. Até os dias de hoje são encontrados sobrenomes de origem alemã, armênia, grega, húngara, italiana, lituana, persa, romena, russa. Alguns desses sobrenomes estrangeiros eram polonizados, outros convertidos para o polonês, outros mantinham-se originais. Um curioso exemplo da polonização é o sobrenome Kossubudzki. Em 1324, um fidalgo alemão, Nicolas Von Kossabude, instalou-se na Polônia e seus descendentes poloneses passaram a ser conhecidos como os Kossubudzki. A tradução dos sobrenomes italianos para o polaco, geralmente eram literais. Por exemplo, o Montelupi passou a ser o sobrenome polonês Wilczogórski (Montanha-de-lobos). Exemplos de sobrenomes mantidos na fonética ou grafia original: Adank (do alemão, Habdak), Baubonanbek (persa), Korniakt (grego), Korybutt (lituano), Kardosz (húngaro), Imbram (turco), Orman (armênio), etc.

Um caso à parte são os sobrenomes judaicos . Chegados ao país ainda na Idade Média, passaram a formar um muito importante enclave étnico. Antes da Segunda Guerra Mundial, compunham cerca de 10% da população. Contribuíram de forma relevante no comércio, cultura e ciências polonesas. Quem não se lembra de Zamenhof, o criador do Esperanto?
Quando eventualmente convertidos ao catolicismo, podiam ter novo sobrenome constituído a partir da localidade onde moravam, tê-lo emprestado da família fidalga polonesa que os patrocinou ou formado raiz do nome do mês em que foram batizados, ou mesmo, decorrente das graças do ato do batismo, algo com Boa Ventura, Boa Fé, etc. Mas muitos se conservaram no original, com grafia polonesa ou não.
Quem de nós pode afirmar com segurança as suas verdadeiras origens étnicas? Mesmo que tenha um sobrenome genuinamente polonês. Este mistério pode ser revelado através da investigação genealógica, desvendando muitos dos nossos antecessores familiares. (Artigo escrito pelo Professor Luciano Celinski).


ESCOLAS POLONESAS E A EDUCAÇÃO DE SEUS FILHOS E DESCENDENTES

Havia uma grande preocupação com a educação dos filhos dos imigrantes poloneses (De acordo com dados de: Kazimierz Gluchowski, op.cit s.162). Cada comunidade na maioria das vezes, construía a sua escola em mutirão e os próprios pais se comprometiam com o pagamento dos professores. Estes eram escolhidos dentre os próprios imigrantes, aqueles que detinham um maior conhecimento de aritmética e gramática. No início ensinava-se somente em língua polonesa e os filhos dos brasileiros que quisessem estudar deveriam aprender o polonês para poderem freqüentar a escola dos poloneses. Normalmente as aulas eram dadas no período da manhã e à tarde o professor que era lavrador na maioria das vezes, ia cuidar das suas plantações. Poucas escolas polonesas eram subvencionadas pelo governo.

A seguir daremos alguns dados estatísticos referentes ao número de escolas polonesas pelos quatro estados do Sul do Brasil.

Em 1914 havia:
No Paraná: 46 escolas com 1.860 alunos
No Rio Grande do Sul: 17 escolas com 425 alunos
Em Santa Catarina: 09 escolas (07 em Massaranduba e 02 em Rio Vermelho) com 180 alunos
Em São Paulo - 01 escola
Total: 73 escolas com 2.465 alunos (Não estão incluídos os alunos da escola de São Paulo)

Em 1937, o número de escolas Polonesas aumentou consideravelmente

Segundo o historiador paranaense Prof. Ruy Christovam Wachowicz, em seu estudo sobre as escolas da colonização polonesa no Brasil, elaborado em 1966, havia no Brasil em 1937, 349 escolas polonesas pouco antes de  ser decretada pelo presidente Getúlio Vargas, a nacionalização de todas as escolas, jornais, clubes e organizações estrangeiros.

Essas 349 escolas polonesas estavam assim distribuídas:
Paraná: 167 escolas
Rio Grande do Sul: 128 escolas
Santa Catarina: 51 escolas
Espírito Santo: 2 escolas
São Paulo: 1 escola
Totalizando: 349 escolas

Desse total, 16 lecionavam só em polonês, 37 unicamente em português e 296 ensinavam em ambas as línguas. Ao todo, mais de 12.000 escolares estudavam naquelas 349 escolas polonesas. Com o fechamento imediato de todas as escolas que lecionavam em língua estrangeira, em cumprimento ao decreto de nacionalização, além das polonesas, foram atingidas também as escolas de outras nacionalidades, como as alemãs, italianas e mesmo as de língua inglesa. As escolas polonesas eram as mais numerosas. Após fechadas não foram tão logo substituídas por escolas públicas. Em diversas localidades esperou-se por elas até 15 ou 20 anos. Como resultado, uma geração inteira de descendentes de poloneses nos três estados sulinos ficou impossibilitada de estudar por falta de escolas, fatos e números citados pelo Prof. Ruy Wachowicz em seu estudo sobre o ensino nas áreas de colonização polonesa.


A RELIGIOSIDADE NAS COMUNIDADES POLONESAS

O poder da igreja era muito grande e impunha suas idéias e formas de vida. O vigário, enquanto possuía fieis iletrados, improvisava seus sermões e alienava mais facilmente os camponeses a se manterem na sua vida pacata sem perspectiva de progresso. (...) a juventude era mantida em severa vigilância e não permitiam que (as moças) se aproximassem do altar decotadas, com cabelos curtos etc... (Wachowicz Romão - O camponês polonês no Brasil - p.35)

A religiosidade do povo polonês sempre ateve-se às datas mais importantes como o Natal (Borze Narodzenie), Páscoa (Wielkanoc) e a veneração de Nossa Senhora (Matka Boska Czestochowa) e os santos protetores. Muitas tradições como o OPLATEK (Realização de encontros de confraternização no Natal, onde todos os membros da família repartem entre si o pão desejando um Feliz Natal e um próspero Ano Novo); e a SWIECONKA (Quando na Páscoa se faz a benção dos alimentos, simbolizando a fartura e vida nova para a família, sendo que estes alimentos benzidos são oferecidos na ceia de Páscoa para todos os familiares). Na páscoa, se mantém a tradição de pintar os ovos (Pisanki ou Wycinanki) bem como (Gorzkie Zale - cantos de quaresma); e no Natal se mantém a tradição (Kolendy - cantos de natal).

São preservadas as festas dos padroeiros de cada comunidade como: São José, Santo Estanislau, São Casemiro, Nossa senhora de Montes Claros e assim por diante... e em muitas casas até hoje encontram-se quadros com imagens de santos como forma de veneração e manutenção dessa religiosidade bem vigente no povo polonês, seus imigrantes e descendentes. Muitos construíam suas capelinhas na entrada de suas propriedades ou em lugares que tinham um significado especial como podemos observar no depoimento: "A tadição de erigir ORATÓRIOS nas encruzilhadas ou caminhos, tem raízes culturais, religiosa ou de graças alcançadas. Na região serrana do Rio Grande do Sul, predominantemente de cultura italiana, a adoção de oratórios é significativa". (Nos Rastos dos Imigrantes. Pedro Martim Kokuszka, p.177.)

Havia aqueles também que mantinham a religiosidade à sua maneira sem freqüentarem muito as igrejas como vemos num dos depoimentos: "Meu avô e meu pai tiveram poucas ligações a padres ou igrejas. Eram a favor de boas escolas. As vezes reclamavam, falavam nessas ocasiões ao padre Kusminski por o mesmo ter levado o último porquinho de uma família pobre." (Nos Rastros dos Imigrantes. Pedro Martim Kokuszka, p.299)
 

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS

Desde os mais remotos tempos na Polônia se comemora a vigília de Natal, Oplatek (Cerimônia da Ceia de Natal - Conforme a Tradição Polonesa) de uma maneira muito linda. A cerimônia religiosa da ceia de natal acontecia numa atmosfera familiar, com a partilha do Pão Abençoado - Oplatek. Tem seu significado no perdão mútuo, na união e na vivência fraterna da família. A partilha do oplatek pode também ser realizada nas sociedades ou em certos grupos, onde exista o clima de compreensão e fraternidade.  O profundo conteúdo da partilha do Pão Abençoado - Oplatek, nasce no mistério central do cristianismo, a Eucaristia, chamada biblicamente a partilha do pão. É partilhando o pão, partilhando as vidas que formamos uma comunidade conforme a vontade de Deus. O pão é o símbolo da vida. O pão sustenta a vida. O sinal da partilha do pão é por final um gesto de amor. O Pão torna-se assim, o símbolo do amor e da vida. O costume da partilha do Pão durante a Ceia de Natal, não só une as pessoas entre si, mas, destaca também as suas ligações baseadas no perdão e na vontade de recomeçar, de ser melhor.

Os passos a serem seguidos para a realização do Oplatek (Ceia de Natal)

A vigília de natal é o período em que se aguarda a chegada do Menino Deus. Por isso a família deve estar reunida. Com o aparecimento da primeira estrela no céu a família aproxima-se da mesa e inicia-se assim esta cerimônia tão singela mas ao mesmo tempo tão significativa:

  1. Na mesa junto com uma  toalha branca se coloca um pouco de feno, simbolizando a choupana onde Jesus nasceu.
  2. Também deve ser colocado um prato a mais, reservado a alguém que pode chegar. Demonstra a acolhida ao estrangeiro - Jesus disse: “Quem acolhe um pequenino é a mim que acolhe.”
  3. Num primeiro momento a família se reúne  em volta da mesa. O(a) filho(a) mais jovem acende oficialmente as luzes do pinheirinho de natal, entoa-se um canto de Natal (Koleda).
  4. Em seguida o(a) filho(a) mais velho(a), com todo o respeito, lê o Evangelho que relata o nascimento de Jesus (Lc 2,1-20).
  5. A seguir o pai ou a mãe faz uma oração de agradecimento e todos tomam em suas mãos um pedacinho do Oplatek (é o mesmo pão ázimo que a igreja católica utiliza para fazer as hóstias e que podem ser adquiridas junto às suas paróquias sem serem consagradas, mas sim abençoadas).
  6. Assim todos tendo em suas mãos um pedacinho do Pão Abençoado começam a partilha. As pessoas primeiro se cumprimentam, pedem desculpas e desejam os votos natalinos e depois cada um pega um pedacinho do Pão do outro e ingere. Primeiro o pai e a mãe partem o Oplatek. O restante da família imitando os pais fazem o mesmo, e neste ambiente de respeito, devoção e alegria acontece a partilha do Pão, quando todos já partilharam do Pão, sentam-se à mesa e inicia-se a Ceia. Constitui-se assim uma perfeita união, fundamentada no perdão e na partilha.
  7. Após a ceia pode-se cantar mais um canto natalino e procede-se a entrega dos presentes de Natal.
  8. Em seguida chegada a hora a família reunida vai para a Igreja participar da Missa do Galo (Pasterka).

Felicitando-se: Wesolich Swiat - Szczesliwego Nowego Roku! (Boas Festas e um Feliz Ano Novo)


ORAÇÕES POLONESAS

Modlitwy nie zmieniaja swiata, ale odmieniaja ludzi, a ludzie zmieniaja swiat - (As orações não mudam o mundo, mas mudam as pessoas, e as pessoas mudam o mundo) (Albert Schweitzer) Matka Boska Czestochowa (N.Sra. de Monte Claro).

1 - ZNAK KRZYŻA – Sinal do Pai
W imię Ojca i Syna i Ducha Świętego. Amen.

2 - Ojcze nasz - Pai Nosso - (Modlitwa Panska)
"Ojcze nasz, który jesteś w niebie! Święć się imię Twoje. Przyjdź królestwo Twoje. Bądź Twa wola, jako w niebie, tak i na ziemi. Chleba naszego powszedniego daj nam dzisiaj. I odpuść nam nasze winy, jako i my odpuszczamy naszym winowajcom. I nie wwódź nas w pokuszenie. Ale nas zbaw ode Złego. Amen."

3 - Zdrowaś Maryjo - AVE MARIA - (Pozdrowienie Anielskie)
Zdrowaś Maryjo, łaski pełna, Pan z Tobą, Błogosławionaś Ty między niewiastami, i błogosławiony owoc żywota Twojego, Jezus.
Święta Maryjo, Matko Boża, módl się za nami grzesznymi teraz i w godzinę naszej śmierci. Amen.

4 - Aniele Bozy - Santo Anjo - Ofiarowanie sie sw.Anolowi Strózowi (zelador)
Aniele Bozy, strózu mój, Ty zawsze przy mnie stój. Rano, wieczór, we dnie, w nocy, badz mi zawsze ku pomocy!Strzez (guarda) duszy ciala mego i doprowadz mie do zywota wiecznego. Amen

5 - Ofiarowanie - Oferecimento do dia
Ofiaruje Ci Panie Boze, wszystkie mysli, slowa i uczynki moje – i nic nie chce dnia dzisieszego czynic, coby nie bylo dla samej milosci Twojej i dla zbawienia mojego.

6 - Wierze w Boga - Creio em Deus ( Wyznanie wiary) SKŁAD APOSTOLSKI
Wierze w Boga, Ojca wszechmogącego, Stworzyciela nieba i ziemi. I w Jezusa Chrystusa, Syna Jego Jedynego, Pana naszego, który sie począł z Ducha Świętego, narodził sie z Maryi Panny. Umęczon pod Ponckim Piłatem, ukrzyżowan, umarł i pogrzebią. Zstąpił do piekieł. Trzeciego dnia zmartwychwstał. Wstąpił na niebiosa, siedzi po prawicy Boga, Ojca wszechmogącego. Stamtąd przyjdzie sądzić żywych i umarłych. Wierze w Ducha Świętego, święty Kościół powszechny, świętych obcowanie, grzechów odpuszczenie, ciała zmartwychwstanie, żywot wieczny. Amen.

7 - Dziesiecioro przykazan Bozych - Os dez mandamentos

  1. Nie bedziesz mial bogów cudzych przedemna.
  2. Nie bedziesz bral imienia Pana Boga Twego nadaremno.
  3. Pamietaj, abys dzien swiety swiecil.
  4. Czcij Ojca i matke swoja.
  5. Nie zabijaj.
  6. Nie cudzolóz.
  7. Nie kradnij.
  8. Nie mów falszywego swiadectwa przeciw blizniemu swemu.
  9. Nie pozadaj zony blizniego swego.
  10. Ani zadnej rzeczy, która jego jest.

8 - Piec Przykazan koscielnych - Os cinco mandamentos da Igreja

  1. Postanowione od kosciola Bozego dni swiete swiecic.
  2. Mszy swietej w niedziele i swieta naboznie sluchac.
  3. Wstrzemiezliwosc od pokarmów miesnych i posty w dni nakazane zochowywac.
  4. Przynajmniej raz w roku spowiadac sie a okolo wielkiejnocy Komunie swieta przyjmowac.
  5. Dziesieciny koscielne wiernie oddawac.

9 - Oh Maria concebida sem pecado...
O Maryo bez grzechu poczeta – Módl sie za nami, którzy sie do Ciebie uciekamy.

10 - Louvado seja...
Niech bedzie pochwalony Jezus Chrystus – Na wieki wieków. Amen

11- CHWAŁA OJCU - Glória ao Pai..
Chwała Ojcu i Synowi i Duchowi Świętemu, jak była na początku, teraz, zawsze i na wieki, wieków. Amen.

12 - O mój Jezu - Oh meu Jesus!
O mój Jezu przebacz nam nasze grzechy, zachowaj nas od ognia piekielnego, zaprowadz wszystkie dusze do nieba, a szczególnie te, które najbardziej potrzebuja Twojego milosierdzia.

13 - Saudação a Nossa Senhora
Witaj, Królowo, Matko milosierdzia, zycie, slodyczy i nadziejo nasza, witaj! Do Ciebie wolamy wygnancy, synowie Ewy; do Ciebie wzdychamy jeczac i placzac na tym lez padole. Przeto, Oredowniczko nasza, one milosierne oczy Twoje na nas zwróc, a Jezusa, blogoslawiony owoc zywota Twojego, po tym wygnaniu nam okaz. O laskawa, o litosciwa, o slodka Panno Maryjo!

13 - Ao final da oração do terço

Módlmy sie! O Boze, którego jedyny Syn przez zycie, smierc, i zmartwychwstanie zdobyl dla nas nagrode zycia wiecznego, spraw, Ciebie prosimy, aby rozmyslanie tajemnic rózanca swietego Najswitszej Maryi Panny pozwoliloby nam je nasladowac i tak dostapic spelnienia ich obietnic przez Chrystusa Pana Naszego.

14 - Na zakończenie - Ao final
Odmawiamy Pod Twoją obronę: Pod Twoją obronę uciekamy się, święta Boża Rodzicielko, naszymi prośbami racz nie gardzić w potrzebach naszych, ale od wszelakich złych przygód racz nas zawsze wybawiać. Panno chwalebna i błogosławiona. O Pani nasza, Orędowniczko nasza, Pocieszycielko nasza. Z Synem swoim nas pojednaj, Synowi swojemu nas polecaj, swojemu Synowi nas Oddawaj.

15 - Os mistérios da oração do terço

 
Mistérios gozosos Mistérios dolorosos Mistérios gloriosos    
 1 - Z Ducha wietego poczela
 2 - Do Elzbiety niosla
 3 - W Betlejem porodzila
 4 - W kosciele ofiarowala
 5 - W kosciele znalazla
 1 - Krwia sie pocil
 2 - Byl biczowany
 3 - Byl cierniem ukoronowany
 4 - Ciezki krzyz nosil
 5 - Umarl na krzyzu
 1 - Zmartwychwstal
 2 - W Niebo wstapil
 3 - Zeslal Ducha wietego
 4 - Z dusza i cialem wzial do Nieba
 5 - Na Królowa Nieba i ziemi ukoronowal
 
16 - ZE BY SIE POMYSLEC (para pensar)

a - Prawda contra falsz (verdade contra mentira)
Nigdy nie klam (nunca minta)
Zawsze mów prawde. (sempre diga a verdade)
Bo klamstwo odnajdzie ci wrogów, (porque a mentira lhe trará inimigos)
A prawda odszuka przyjaciól. (a verdade lhe achará amigos)
Pamietaj, ze klamstwo sie wyda, (lembre-se que a mentira será descoberta)
A prawda pozostanie prawda na zawsze. (a verdade permanecerá como verdade para sempre)

b - Blad (erro)
Kazdy z nas popelnia blad w zyciu (cada um de nós comete erros na vida)
Nawet tem najwiekszy uczony. (mesmo aquele mais estudado.)
Bo gdybysmy byli idealni, (porque se fôssemos perfeitos)
To zycie byloby nudne, nieciekawe, i ponure. (a vida seria sem sabor, sem interesse e sem graça)

17 - Oração de agradecimento
Ja szukam Ciebie Boże W płatkach kwitnących róż,
W pięknie porannych zórz, W modlitwie moich warg,
W zapachu kwiatów z łąk, W modlitwie, pracy rąk,
Moich do Ciebie skarg! 

Dziękuję bardzo Ci Ojcze,  
Za miłe nocne sny, Za miłość i za łzy,
Za blask tych srebrnych gwiazd, Za pokój naszych gniazd,
Za dobroć Twoich łask, Za słońca dzienny blask, 
Ja bardzo cię proszę Ojcze, 
W bólach mnie wesprzeć chciej, W duszę mą wiarę wlej,
Właściwą drogę wskaż, Moje Dobre uczynki zważ,
I przez życia nasz trud, Bardzo proszę Prowadź nas,
boś nasz Bóg Prawdziwy! 

Bardzo proszę Ojcze, Wysłuchaj naszej modlitwy i nas Dzisiaj.
I łaska niech spłynie, Twa, w każdej godzinie,
Gdy Ciebie ja proszę – I modlitwy zanoszę,
Za lud Przez Ciebie Nowy uciskany, Wybrany! 
Bardzo proszę – Daj nam silną wolę, Znosić trudną dole,
Prosimy Ciebie Ojcze, Daj wolę, wytrwanie,
Prosimy w pokorze, Kochając Cię Boże, O każdej dnia porze! Amen.
 

TRADIÇÕES E COSTUMES

O Casamento Polonês

“Tia Helena contou que ele saiu à cavalo indo na casa de todos os filhos adotivos, filhos de Estanislawa e seu marido anterior José Benka, para pedir autorização e concordância com seu casamento. (Nos Rastros dos Imigrantes.” Pedro Martim Kokuszka p. 282.)

Tradicionalmente um polonês deveria casar com uma polonesa porém hoje isto não é levado tão ao pé da letra.
Há mais de 50 anos atrás os polacos fugiam com as moças caboclas para se casar já que era impensável fazê-lo pelas vias normais pois os pais jamais dariam seu consentimento.

Nos velhos tempos o casamento polonês durava uma semana entre os preparativos e a festa propriamente dita. Em muitas comunidades do Paraná ainda são mantidos vários rituais como: Organizadores do casamento chamados Druzba i Druzbina, os condes e damas chamados de Hrabie i Damy, são os que servem os convidados; Czepowiny ou Odczepiny, que é a dança em volta da mesa dos noivos. Todos os casais convidados dançam uma volta em torno da mesa e ao final depositam uma quantia em dinheiro o qual simboliza um ajuda para o início promissor da vida do novo casal; Poprawiny, que é a festa do dia seguinte...

As festas eram sempre acompanhadas de bebidas e comidas típicas muita música e dança. Todos colocavam suas roupas as mais bonitas cheias de cor e enfeites, sobretudo os vestidos e lenços das mulheres.

Os poloneses vindos para os diversos estados do sul do Brasil, trouxeram consigo o carinho, as lembranças e costumes de sua pátria. Para isso formavam instituições e organizações sociais polonesas bem como construíam escolas e igrejas onde se ensinava em polonês nas escolas e se rezava e cantava na língua polonesa nas igrejas.

"Há comunidades que rapidamente perdem seus valores culturais da imigração, ao afirmarem categoricamente: aqui é Brasil, para que me serve entender em polaco...! Porem este não foi o caso da maioria.


O USO DA CARROÇA

"Até pode parecer nostálgico ou pitoresco para os mais jovens, mas para os mais antigos (...) de qualquer região de descentedentes dos imigrantes poloneses (...) a carroça fez parte de todos os momentos mais importantes da vida desses polacos. A carroça da época significava muito mais que hoje o automóvel ou o caminhão (...) e os mais jovens ficam sem acreditar que a carroça tinha sua placa como os automóveis tem hoje. As cores variavam de ano para ano. Tinha as verdes, vermelhas, as amarelas, pretas e azuis. E pagavam-se pelo emplacamento ou como se dizia: "o imposto da carroça". Op Cit p. 318.

Em 1937 temos um exemplo onde foi pago: 14$000 réis pela licença da carroça e 2$000 réis pela chapa de n° 336. Este é um dos exemplos que aconteceu no município de Áurea - RS.


CRENÇAS

Existiam também numerosas crendices sobre o ato de comer e beber, bem como simpatias para arranjar e conservar os alimentos. Não se devia conversar durante as refeições, não contar o número de pratos, não se servir de determinados alimentos em certos dias como por exemplo não se come carne de frango no Ano Novo (por que o frango cisca para trás e isso dá azar). Toda a arte culinária e outras atividades domésticas seguiam rigorosas prescrições recomendadas pela crendice popular para contribuir com a preservação da paz e da felicidade familiar.

O visitante sempre que chegava a uma casa colocava pequenas porções de aveia nos quatro cantos da mesa do anfitrião, num gesto que significava desejos de que ali nunca faltasse o pão. Durante a última ceia do ano era servido o Lemieszka, um caldo grosso de farinha de trigo com muita gordura. Este alimento prenunciava um ano de muita gordura, ou seja fartura de realizações. Um banquete polaco sempre apresentava 7 ou 9 iguarias. Nas festas e casamentos os convidados eram recepcionados com broa e sal, a broa significando fartura e o sal, saúde.

A crendice popular rezava também que uma nova residência devia ter sua construção iniciada num sábado, nunca na segunda-feira. Deveriam também derramar um pouco de água e centeio sob os alicerces. Se ao passar dos dias o cereal se mantivesse inalterado, o local era bom para a construção. Para durabilidade da casa costumava-se enterrar um velho evangelho e plantas bentas no local da edificação. Para confundir os maus espíritos devia-se deixar pelo menos uma parede sem pintar, para dar a impressão de que a casa não estava pronta para ser habitada.

Uma vez concluída a construção, a ocupação deveria se dar num dia de lua cheia, ou dia feliz e seguir as recomendações de: antes que qualquer humano entrasse, devia-se deixar um animal de estimação entrar primeiro, depois deveriam se introduzidos a broa, o sal, a vassoura, o livro de cânticos e um crucifixo e finalmente derramar sobre o assoalho diversas variedades de cereais. Só depois disto, a casa estava pronta para receber o mobiliário e seus moradores. Muito freqüente era o costume de colocar a inscrição das letras K, M e B, abreviaturas dos nomes dos reis magos, na porta principal.


UM EXEMPLO DE CASA TRADICIONAL DA COLÔNIA DOS PRIMÓRDIOS

O povo polaco denomina sua residência com diversos nomes: Chalupa, Strzecha, Buda, Budynek e Dom.

O Dom antigo (Casa), de acordo com suas divisões e subdivisões são agrupadas em dois tipos:

a) o mais freqüente, de duas izba (quarto), dispostas simetricamente, separadas pelo sien (vestíbulo);
b) o menos freqüente, de uma só izba. No primeiro, a izba do lado direito é também denominada izba biala (quarto branco) e a do lado esquerdo, izba czarna (quarto negro). Posteriormente, o sien separando as duas izbas persistiria.


Abaixo um exemplo de casa feita somente com encaixes sem uso de pregos.
Geralmente eram usados troncos de pinheiro, trabalhados.

Variações da amarração do madeirame de uma habitação do meio rural polaco. No Paraná ainda existem estes tipos de casas. Temos exemplos no "Bosque do Papa" situado em Curitiba na lateral da Rua Mateus Leme, próximo ao Centro Cívico. Você poderá observar melhor estas casas típicas, acessando o site: http://www.curitiba-parana.net/parques/papa.htm.


POLONESES EM JARAGUÁ DO SUL

Quanto a Jaraguá do Sul, temos registros nos livros eclesiásticos de que em 1912 dos aproximadamente 8 mil habitantes 500 eram polacos, portanto em torno de 6% da população daquela época. Consta no relatório dos padres desta época de que se rezava em polaco nas comunidades de Ribeirão do Cavalo e Poço D’antas. Vale ressaltar que, até 1905 as comunidades católicas de Jaraguá do Sul eram atendidas pelos padres Franciscanos de Rodeio. Somente em 1911 estabeleceram se os padres do Sagrado Coração de Jesus sendo criada a Paróquia Sta. Emília (hoje São Sebastião).

Hoje este percentual continua em torno de 6% de acordo com pesquisa de novembro de 2001, se bem que na sua maioria, constituído de famílias bem diferentes daquelas de 1912, muitas das famílias atuais de imigrantes reemigraram de diversas comunidades polonesas como (Massaranduba, Rio Natal e Rio Vermelho (São Bento do Sul), Travessão do Tigre (Benedito Novo), Itaiópolis, Papanduva, etc... em busca de trabalho nas fábricas de nossa cidade, como poderemos notar pelos sobrenomes abaixo relacionados.
"Na nossa família Arendt por parte de pai da qual sou descendente (bisneto) e Strychalsky por parte de mãe, ainda se fala o Polonês (mesmo que aportuguesado em certas palavras) bem como nas famílias dos meus tios e primos que são todos de descendência polonesa".
Isto ocorre também com muitos outros descendentes de poloneses de famílias hoje estabelecidas em Jaraguá do Sul como: Michalak, Kosloski, Langa, Rosniak, Urbanski, Strychalski, Blasczak, Bubniak, Ceply, Wodzinsky, Witkoski, Zaleski, Stuj, Kuszkowski, Kasmierski, Kubnik, Lubaski, Stanczak, Urbanski, e tantas outras aqui estabelecidas. Os descendentes de poloneses estão espalhados em diversos bairros: Barra do Rio Cerro, São Luis, Ilha da Figueira, Vila Lalau, João Pessoa, etc....não existe portanto um concentração como é o caso de italianos em Nereu Ramos, Santa Luzia; ou alemães no Rio Cerro, Rio da Luz, Garibaldi ...

Foi constituída em novembro de 2002 a Associação da Cultura Polonesa de Jaraguá do Sul, com o objetivo de manter vivas e resgatar as tradições e costumes culturais, folclóricos e religiosos dos poloneses. Isto se faz através de Cursos de língua polonesa, cantos executados pelo coral polonês “Orzel Bialy”. A Associação pretende formar um grupo de danças folclóricas. Ainda são rezadas orações em polonês e promovem-se jantares com comidas típicas, sobretudo o pierogi, aluszki, bigos, czarnina etc...e a pura Wódka Wyborowa... também não pode faltar o Piwo (cerveja) o Wino (vinho), e a música típica polonesa.


A IMPORTÂNCIA DA LÍNGUA E DOS JORNAIS NA VIDA DOS IMIGRANTES

Do livro "Nos Rastros dos Imigrantes de Pedro Martim Kokuszka, Thomaz Kokuszka e outros imigrantes poloneses mantinham contato com suas raízes através da leitura de livros, revistas e jornais. Comprovantes de assinaturas de jornais "Gazera Polska w Brazylii" editada em Curitiba e "Odrodzenie" de Porto Alegre". Op Cit p. 310. "Na década de 30 os imigrantes poloneses assinavam revistas e jornais "Nasza Ojczysna", "Siewcza", "Odrozenie", "Kultura", "Lud", "Gazeta Polska w Brazylii" e outros." Op Cit p. 310

"A língua pátria era muito utilizada pelos imigrantes poloneses até o segundo conflito mundial quando na "era Getúlio Vargas" algumas sanções dificultaram o ensino dos idiomas estrangeiros e os poloneses bem como seus descendentes diante das restrições, aos poucos foram perdendo o vinculo, a liberdade e a motivação de falarem e escreverem em polonês. Tal lamento poderia hoje ser menor se as circunstâncias da época fossem diferentes.

Se hoje é importante nas escolas o ensino do inglês e espanhol, dá para avaliar-se o quanto se perdeu naquelas restrições para os idiomas dos italianos, alemães, poloneses e outros". Op Cit p. 330

"Infelizmente, após vinte anos de imigração polenesa no Brasil, o velho imigrante e seus descendentes, num Brasil colorido, continuaram procurando a liberdade, a terra e o pão. Pois que sendo lhes reservados apenas os altos morros e os grandes valos, impede-se lhes a participação nos lucros do progresso (...) além do mais no período pos-guerra - 1930, foi-lhes imposta uma língua nacional e uma nação que não era sua." Op Cit p. 330, 331

"Falávamos com a bapcia (avó), apenas em polonês. Não trocamos nenhum palavra em português. Foi melhor assim. Mais autendico. Ela estava preocupada que sua neta trouxesse as bolachas. É a característica dos imigrantes e seus descendentes de bem recepcionar e agradar as visitas". Op Cit p. 376.


CULINÁRIA

A culinária é muito rica, e nos eventos poloneses sempre se aprecia: o Pierogi (pastel cozido), Kapusniak (sopa de repolho azedo), Bigos (cozido de repolho com defumados), Barszcz (sopa de beterraba), Galaretka (geléia de mocotó), Zymne nogi (geléia de porco) Aluszki (Arroz com miúdos enrolado em folha de repolho). Os poloneses apreciam tomar o "rosól" (sopa) nas noites mais frias para se aquecerem.
Nas festas típicas polonesas, sempre se recebe os convidados com broa e sal (chleb y sól), como forma de desejar saúde e prosperidade. Os bolos (ciasto) e bolachas (piernik) sempre estão presentes como guloseimas bem apreciadas.
Os poloneses apreciam as bebidas como a wódka (vodka), pivo (cerveja), vino (vinho)... Em muitas comunidades os descendentes de poloneses mantem a tradição de fazerem a cerveja caseira, que por sinal era a primeira bebida das festas e dos casamentos típicos poloneses. Clique aqui e conheça algumas receitas da culinário polonesa.


A MÚSICA POLONESA

São numerosas as canções polacas. A obra de Kolberg apresenta diversos volumes relatando a história da canção polaca. Mas elas podem ser agrupadas em canções familiares e comemorativas. Algumas das antigas canções tinham um tom satírico como a que se refere a Maciek (Mátcheq): "Morreu Maciek, morreu - está deitado sobre a tábua - se lhe tocassem algo - ainda dançaria."
O tema é vasto, mas pode se resumir que as canções comemorativas são bastante antigas, as canções religiosas surgiram na idade média e canções eróticas do século XVIII.
Frederyk Chopin polonês, talvez tenha sido o maior representante de uma música que possui características específicas de melodia e ritmo que a distingue das demais européias. Tal como no temperamento eslavo polaco, a música possui acentuados contrastes com tendência para a meditação e a melancolia,

Kolberg em sua obra conclui que "o que se pode tornar a música polonesa para o nosso cancioneiro nacional e como ela constitui um fator construtivo e de excepcional valia para a música artística, basta lembrar que Chopin, embora não utilizasse a melodia popular para a composição de seus poemas musicais, nela buscou os impulsos e as criou em consonância com o seu espírito".

Ainda se cantam músicas polonesas folclóricas da época da imigração mantidas e ensinadas de pai para filho. São músicas que demonstram a nostalgia da distante Polônia, bem como músicas românticas, mas o estilo mais saliente é o da alegria contagiante dos festejos natalinos, de páscoa e casamentos ainda celebrados tradicionalmente em algumas colônias deste imenso Brasil. Assim como: Itaiópolis, Papanduva... (SC) Curitiba, Araucária, Campo Largo, Contenda...(PR) Guarani das Missões, Santo Antonio do Palma, Alpestre, Dom Feliciano... (RS) e muitas outras que abrigam neste país aproximadamente dois milhões de descendentes de poloneses.

Dentre os ritmos musicais poloneses mais apreciadas citamos a polka, mazurka, oberek, valsa, kozak, sokol, krakowiak, polonez, góral, kujawiak, etc e na ocasião do Natal são cantadas as Koleda e na páscoa as Gorzkie Zale.

Após 136 anos da vinda dos primeiros imigrantes, os descendentes mantem vivas muitas canções folclóricas que já desapareceram na Polônia (país de origem).


ALGUNS CANTOS MAIS CONHECIDOS

1 - On zimny , ona gorąca

On zimny, on zimny, ona gorąca On nie chce, on nie chce, ona go trąca.
l prawą rękę na niego kładzie: „Ruszaj się, ruszaj się, ty stary dziadzie!"

On zimny, on zimny, ona gorąca On nie chce, on nie chce, ona go trąca.
l lewą rękę na niego kładzie: „Ruszaj się, ruszaj się, ty stary dziadzie!"

On zimny, on zimny, ona gorąca On nie chce, on nie chce, ona go trąca.
l prawą nogę na niego kładzie: „Ruszaj się, ruszaj się, ty stary dziadzie!"

On zimny, on zimny, ona gorąca On nie chce, on nie chce, ona go trąca.
l lewą nogę na niego kładzie: „Ruszaj się, ruszaj się, ty stary dziadzie!"

On zimny, on zimny, ona gorąca On nie chce, on nie chce, ona go trąca.
Całe swe ciało na niego kładzie: „Ruszaj się, ruszaj się, ty stary dziadzie!"


2 - Przepijemy naszej babci

1- Przepijemy naszej babci domek cały domek cały, domek cały i kalosze i bambosze i sandały
jeszcze dziś , jeszcze dziś , jeszcze dziś

2- Przepijemy naszej babci majty w kratę majty w kratę , majty w kratę takie duże flanelowe i włochate
jeszcze dziś , jeszcze dziś , jeszcze dziś

3 -Przepijemy naszej babci pieska , kotka pieska, kotka, pieska ,kotka pozostanie naszej babci tylko cnotka
jeszcze dziś , jeszcze dziś , jeszcze dziś

4- Przepijemy naszej babci złote zęby złote zęby , złote zęby i zrobimy naszej babci dupę z gęby
jeszcze dziś , jeszcze dziś , jeszcze dziś

5- Przepijemy naszej babci wszystko w domu wszystko w domu , wszystko w domu przepijemy naszą
babcię po kryjomu jeszcze dziś , jeszcze dziś , jeszcze dziś

6- Przepijemy naszej babci domek śliczny domek śliczny , domek śliczny i zrobimy z tego domku dom publiczny - jeszcze dziś , jeszcze dziś , jeszcze dziś 


3 - Siekiera , motyka

1-Używajmy póki czas, Bo za sto lat nie będzie nas - 2X Siekiera, motyka, piłka, młotek, Chodżże, Maryś, tu za plotek. Siekiera, motyka, piłka, gwóźdź, Puść się ze mną, Maryś, puść.

2 - Co użyjem, to dla nas, Bo człowiek żyje tylko raz - .2X Siekiera, motyka, piłka, graca, Niech pan głowy nie zawraca. Siekiera, motyka, piłka, gwóźdź, Puść się ze mną, Maryś, puść.

3 - Więc użyjmy póki czas, Bo za sto lat nie będzie nas – 2X Siekiera, motyka, piłka, kleszcze, Chodżże, Maryś, chodźże jeszcze! Siekiera, motyka, piłka, gwóźdź, Puść się ze mną, Maryś, puść.

4 - Zagraj mi czarny Cyganie

Zagraj mi Czarny Cyganie Zagraj mi piosnkę sprzed lat Zagraj mi pieśń o miłości Może ostatni już raz

Dość często w życiu się śmiałem Śmiałem się na cały głos Nigdy nie przypuszczałem Że taki czeka mnie los

Że los nas kiedyś rozdzieli I będziesz daleko ty Po szczęściu które przeżyłem Zostaną mi tylko łzy

Gdy Cygan z wojny powrócił Cyganki nie zastał już Inny jej w głowie zawrócił Innego kochała już

Oddaj mi serce i duszę Oddaj wspomnienia sprzed lat Daj mi na drogę całusa Bo idę w szeroki świat


5 - Stare wino

Używaj pókiś młody , używaj póki czas nie pijaj zimnej wody , a będziesz żył sto lat
pij tylko stare wino co liczy trzysta lat i kochaj się z dziewczyną co ma szesnaście lat

Szesnaście lat dziewczyna , to niby pączek róż a gdy ma lat trzydzieści , to przekwitnięty już
pij tylko stare wino co liczy trzysta lat i kochaj się z dziewczyną co ma szesnaście lat

W dwadzieścia lat po ślubie dziadek był jeszcze chwat wspominał młode lata , gdy coś od babci chciał
A babcia jemu na to : stary , wstydziłbyś się co dziadek chciał od babci sami domyślcie się

6 - Hej sokoly

Hej tam gdzieś znad czarnej wody Wsiada na koń kozak młody

Czule żegna się z dziewczyną Jeszcze czulej z Ukrainą

Hej, hej, hej sokoły Omijajcie góry, lasy pola, doły Dzwoń, dzwoń, dzwoń dzwoneczku Mój stepowy skowroneczku – 2x Mój stepowy dzwoń, dzwoń, dzwoń!

Żal, żal za dziewczyną Za zieloną Ukrainą
Żal, żal, serce płacze Już cię więcej nie zobaczę

Ona jedna tam została Jaskółeczka moja, moja mała
A ja tutaj w obce stronie Dniem i nocą tęsknie do niej

Wiele pięknych dziewcząt jest na świecie Lecz najlepsze w Ukrainie
Tam me serce pozostało Przy kochanej mej dziewczynie

Wina, wina, wina, wina dajcie A jak umrę pochowajcie
Na zielonej Ukrainie Przy kochanej mej dziewczynie

7 - Hymn Polski Słowa Hymnu: Tekst Oficjalny - Hino Nacional Polones

1- Jeszcze Polska nie zgineła Kiedy my żyjemy.
Co nam obca przemoc wzieła, Szablą odbierzemy.
Marsz, marsz, Dąbrowski, Z ziemi włoskiej do Polski,
Za twoim przewodem Złaczym się z narodem.

2 - Przejdziem Wisłe, przejdziem Warte, Będziem Polakami,
Dał nam przykład Bonaparte, Jak zwyciężać mamy.

3 - Jak Czarniecki do Poznania Po szwedzkim zaborze,
Dla ojczyzny ratowania Wracał się przez morze.

4 - Mówił ojciec do swej Basi Cały zapłakany:
"Słuchaj jeno, pono nasi Biją w tarabany."

8 - PijeKubadoJakuba

1 - Pije Kuba do Jakuba, Jakub do Michała, wiwat ty , wiwat ja , kompanija cała.
A kto nie wypije, tego we dwa kije, łupu cupu, cupu łupu, póki nie wypije.

2 - W dawnym stanie , choć w żupanie, szlachcic złoto dźwiga, dzisiaj wpięto , kuso , wcięto, a w kieszeni figa.... Kto za modą żyje, tego we dwa kije, łupu cupu,cupu łupu, niech modnie nie żyje.

3 - Koroneczki , perełeczki, miała pani sama, dziś szynkarka i kucharka stroi się jak dama.
Kto nad stan swój żyje, tego we dwa kije, łupu cupu,cupu łupu, niech nad stan nie żyje.

4 - Indyk z sosem , zraz z bigosem, jadły dawniej pany. Dziś ślimaki i robaki jedzą jak bociany.
Kto żabami żyje, tego we dwa kije, łupu cupu , cupu łupu, niech gadem nie żyje.

5 - Tyś Polakiem i ja takim, w tym jest nasza chwała, wiwat ty , wiwat ja, kompanija cała
A kto nie wypije, tego we dwa kije, łupu cupu , cupu łupu, niech po polsku żyje.

6 - Pili nasi pradziadowie, każdy wypił czarę, jednak głowy nie tracili, bo pijali miarę.
Kto nad miarę pije, tego we dwa kije, łupu cupu , cupu łupu, niech po polsku żyje.

7 - Pili nasi pradziadowie, nie byli pijacy, byli mężni , pracowici, bądźmy i my tacy.
A kto nie wypije, tego we dwa kije, łupu cupu , cupu łupu, niech po polsku żyje.

9 - Szładzieweczka

1 - Szła dzieweczka do laseczka Do zielonego, do zielonego, do zielonego.
Napotkała myśliweczka Bardzo szwarnego, bardzo szwarnego, bardzo szwarnego.
Gdzie jest ta ulica, gdzie jest ten dom Gdzie jest ta dziewczyna co kocham ją?
Znalazłem ulicę, znalazłem dom, Znalazłem dziewczynę co kocham ją.

2 - O mój miły myśliweczku, bardzom ci rada,( 3x) Dałabym ci chleba z masłem, alem już zjadła,
Alem już zjadła, alem już zjadła....Gdzie jest ta ulica.....

3 - Jakżes zjadła tożes zjadła, To mi się nie chwal (3x)
Jakbym znalazł kawał kija, Tobym cię wyprał (3x) Gdzie jest ta ulica.


TRAJES - Polskie Stroje

Aqui você pode ver os trajes típicos localizados em suas respectivas regiões dentro do mapa da Polônia. Você pode acessar o site: http://www.perfekt.krakow.pl/stroje, para ver os detalhes de todos os tajes típicos abaixo relacionados e muito mais...
 

1 - O traje de góralski

Este traje é usado pelos poloneses da região de Podhale, cujo centro é a cidade de Zakopare. São os chamados montanheses e que vivem ao sul da Polônia. Adoram cantar, dançar e comemorar, é através de dança caprichosas e passos complicados que eles tentam impressionar e conquistar as mulheres.

O traje masculino - Os homens usam calça e casaco de lã na cor bege, com lindos bordados e sapatilhas de couro com solar duro feitas à mão (kierpce). Também usam chapéu com uma faixa vermelha e conchas ao seu redor. A largura da aba do chapéu varia de acordo com o gosto e a idade do homem. O rapaz solteiro usa apenas uma pena em seu chapéu. A camisa é de linho branco com um broche (com símbolo religioso), preso na região torácia. Em ocasiões festivas usa-se uma capa com mangas, que fica presa ao pescoço, sendo mais usada em apenas um dos ombros. Ao redor da cintura, o homem usa um cinto largo. Também usa uma machadinha, que originalmente servia para cortar lenha e lutar, agora serve como bengala para agradável e também pendurar insígnias de lugares visitados.

O traje feminino - O traje das mulheres é mais simples. A saia é leve e florescida, representando a flora da região. A camisa é branca com bordados no colarinho, mangas e punhos. Sobre a camisa, usam um colete aveludado. No pescoço usam três colares vermelhos. Nos pés, sapatilhas de couro.

Traje de Góralski


2 - O traje de Kaszuby

A região de Kaszuby situa-se a Nordeste da Pomerânia, no mar Báltico. Os navegantes da região influenciaram as danças e os trajes. Também na região de Kaszuby situa-se a medieval cidade de Gdansk, local de nascimento do "partido solidariedade". Ao longo da história, a região foi germanizada, mas os Kassubianos conseguiram preservar sua cultura eslava, idioma e tradições.

O traje masculino - é composto de uma camisa branca, um capote sem mangas nas cores verde musgo com um cinto em forma de faixa na cor vermelha. Um chapéu preto com fita vermelha, calça na cor bege e uma bota preta de cano longo.

O traje feminino - A saia das mulheres é geralmente num tom azul bordado com flores. Usam um avental branco, bem plissado. A camisa é branca, sobre ela usam um colete de veludo de cor verde e sobre os ombros um lenço lilás. Na cabeça uma touca verde e nos pés meias brancas grossas e sapatilhas pretas.

Traje de Kaszuby


3 - O traje de Krakowiak

O Krakowiak é uma das danças polonesas mais populares, com seu ritmo vivo e selvagem ao mesmo tempo, com passos largos, longos e fáceis. A cidade de Kraków foi a capital dos reis poloneses. A dança Krakowiak originou-se na região de Kraków e é uma das cinco danças polonesas, as outras quatro são: polones, mazur, kujawiak e oberek.
O traje de Kraków é considerado o traje nacional polonês.
O traje masculino - Os homens usam calças listradas nas cores vermelha e branco, lembrando a bandeira nacional. Um casaco sem mangas até os joelhos, feito de lã ou veludo na cor de um azul escuro com bordados ou faixas em volta. (é habat). O cinto é de couro com argolinhas de metal, que descendem das armaduras. A camisa é branca. Usam botas pretas e um chapéu vermelho do quatro cantos, ornamentado com tiras e penas de pavão.
O traje feminino - Era originalmente bastante simples. Foi embelezado no século XIX com ricos bordados. A saia é florida. O colete é aveludado e colorido. Podem usar na cabeça uma grinalda de flores. A mulher casada usa um cocar branco. Usam tiras de firas presas à direita do ombro. Nos pés usam botas pretas, meio cano. Utilizam também um avental colorido.


Traje de Krakowiak


4 - O traje de Lowicz

A cidade de Lowicz fica no coração da Polônia. Durante muitos séculos era um ducado governado pelos arcebispos de cidade de Gniezno. O traje dos homens possui muita semelhança com os uniformes da guarda papal suíço em Roma, que foi moldada pelos arcebispos de Gniezno.
Os trajes de Opoczno, Sieradz e Kolbiel também são modelados com base neste estilo.
O traje masculino - Os homens vestem calças laranjas listradas de verde e botas pretas. Ao redor da cintura é usada uma faixa roxa ou laranja. As jaquetas são pretas com botões brilhantes. A camiseta é branca, tem colarinhos e punhos bordados, com fitas nos punhos e no pescoço. O chapéu é feito de feltro preto e tem faixas coloridas.
O traje feminino - As mulheres usam vestidos de lã pesada, ou de veludo preto. A saia tem faixas verticais largas. Em cima da saia usam um avental de cor. Neste traje são usadas três cores: a mais antiga é a vermelha, a cor laranja é a intermediária e a cor mais recente é o azul ou verde. A camisa é branca com mangas largas e muitos bordados coloridos.


Traje de Lowicz


5 - O traje de Sacz

Nowy Sacz é uma cidade estabelecida como ponto comercial entre a República Tcheca e as regiões húngaras. As pessoas de sadecke incorporaram elementos do folclore Rutheniano. Também adotaram o cinto largo e os bordados das calças dos montanheses (górale) mas não incluíam outros elementos do folclore deles porque eles eram fazendeiros e artesões e não pastores como os górale.
O traje masculino - Os homens usam casacos azul marinho e calças compridas bordadas com flores em desenhos geométricos na cor vermelho, amarelo e verde. As camisas são de linho branco, compridas e bordadas dentro de vermelho. Usam cintos largos de couro com muitas fivelas de metal. O chapéu é marrom escuro enfeitado com flores ou tiras coloridas. As botas são pretas e as vezes decoradas também.
O traje feminino - As mulheres usam jaquetas azul marinho também. São bordadas com as mesmas cores e flores que as dos homens. A saia é vermelha com linhas pretas. Usam aventais, nas cores vermelho ou preto. A blusa é branca também bordada dentro de vermelho. Usam colares vermelhos e na cabeça usam lenços aparados com linhas de seda vermelha. Nos pés usam sapatilhas.


Traje Sacz


6 - O traje de Polonez

Polonez (La polonaise), é considerada a dança da nobreza polonesa, que se originou de uma dança folclórica conhecida como: O "chodzony". No século XVIII, em Paris, a dança foi mudada artisticamente por mestres de balé e recebeu o nome "La polonaise". Assim foi se tornando mundialmente conhecida e usada para abrir e encerrar as festas.
O traje masculino - Os homens usam casacos de lã aveludados até os joelho, na cor bege, com bordados e fitas nas mangas e nas golas. Calças são na cor cenoura com uma faixa larga na cintura da mesma cor. A camisa é de linho branco. Usam botas pretas de cano longo, e uma boina preta na cabeça.
O traje feminino - As mulheres usam uma blusa lilás em linho, toda bordada nas mangas e na parte da frente. Em volta do pescoço usam um lenço com formas de babado. A saia é toda plissada na cor vermelha. Por cima usam um avental colorido onde aparecem as cores lilás, dourado e vermelho. Nos pés usam botas, de cano médio na cor marrom. Também usam um lenço na cabeça que desde cobrindo parte dos ombros.


Traje Polonez

7 - O traje de Kurpie

A região de Kurpie era uma grande floresta dividida em duas partes: "Puszcza Zielona" (floresta verde) e "Puszcza biala" (floresta branca). Caçadores e coletores de mel desenvolveram um folclore rico e vivo. Seus trajes são considerados os mais bonitos e sofisticados de yoda a Polônia. As danças tem alguns movimentos fortes como as dos montanheses (górale).
O traje masculino - Os homens usam casacos de lã marrom até os joelhos. Na cintura, usam uma faixa vermelha. O chapéu é preto com abas pequenas, enfeitando com flores ou fitas coloridas. A calça é branca e a camisa é de linho branco. Nos pés usam moccasins. Os homens do sul usam uma boina azul de veludo, toda enfeitada, e seu casaco é de cor bege. Os homens do sul usam botas e suas faixas na cintura é azul.
O traje feminino - As mulheres do norte - puszcza biala, usam saias vermelhas e as do sul são verdes. Em cima usam coletes verdes (gorsety). As blusas de linho branco com pequenas ornamentações. As mulheres usam sempre colares feitos de âmbar local. Nos pés usam sapatilhas. Os bordados dos trajes do sul, são mais elaborados.


Traje Kurpie

Outros trajes típicos poloneses:

Beskidy - Esta região do sul da Polônia fica situada na parte ocidental das "Montanhas Cárpatos", a qual é um centro ativo da cultura tradicional do povo. As danças desta região são as mais típicas e permitem com que os homens demonstrem suas agilidades e habilidades físicas.


Traje Beskidy

Ciesczyn - É uma das mais antigas cidades da Polônia, situada na região sul, fazendo divisa com a Tchecoslováquia. Também receberam influência dos habitantes das montanhas, o tatras, e o gólare. Faz parte do Cieszyn, o folclore de Spisz e Orawa que se situa a nordeste de Zakopa.


Traje Ciecszyn

Wielkopolka - Situada na bacia do rio Warta. Seus habitantes tiveram muita influência da Prússia e desde 1887 dos alemães, apesar da germinação, os poloneses desta região conseguiram preservar sua identidade cultural e suas tradições.


Traje Wielkopolska

Lublin - Esta é uma cidade histórica pelos seus monumentos. O folclore da região de Lublin tem muita influência de seus vizinhos. O traje atual desta região é o da cidade de Krzconów, que devido à sua beleza, foi escolhido como principal traje da região.


Traje Lublin

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