Museu Emílio da Silva - Salas Temáticas
As salas temáticas estão distribuídas e organizadas no andar térreo e superior, deste Museu.

Com o propósito de difundir a história da cidade, através de testemunhos materiais e do acervo fotográfico, cada sala mostra, a presença e a vida dos imigrantes e dos colonizadores em Jaraguá do Sul. Ao longo das salas temáticas estão distribuídos um conjunto de fotografias que constituem a memória de vida, os costumes e as tradições das diversas etnias dos continentes europeu e africano, que aqui se estabeleceram no final do século XIX e no início do século XX.

Contar, narrar ou interpretar a trajetória e os feitos desse povo, em mais de um século, é um desafio para pesquisadores, que através dos recursos da museologia contemporânea buscam mostrar a autenticidade da cultura, da história e da memória do povo jaraguaense.

 

Ação Educativa | Câmara de Vereadores e Fórum | Colonização | Comércio | Costura | Educação | Farmácia |
Imagem e Som | Marcenaria | Meios de Transportes | Patrono


Ação Educativa

É na sala da Ação Educativa que são elaboradas várias atividades lúdicas, através do acervo histórico do Museu. Essas atividades contemplan tanto o público adulto, quanto o adolescente e o infantil e vão desde a abordagem de obras de arte a diversos temas, permitindo a participação constante do público que concebe o Museu como um centro de formação na educação patrimonial.
Com o objetivo de ultrapassar o simples conceito de atendimento ao público, a Ação Educativa do Museu Histórico proporciona visitas guiadas por monitorias, as quais recebem o apoio de material impresso (gibis: "Uma história de surpresas" e "Reminiscências de uma filha de colonizador", informativos e livros), audiovisuais (CDs, Data Show), palestras (com professores e ex-pracinhas), oficinas educativas e exposições das mais variadas.

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Câmara de Vereadores e Fórum

O espaço cultural constituído visa conhecer a trilogia desse espaço Legislativo, Executivo e Judiciário, onde funcionou a sede da Câmara de Vereadores e a sede do Poder Judiciário, a partir do ano de 1941. Amadeus Mahfud, serventuário da Justiça desde o ano de 1946, é o homenageado nesse espaço. O visitante poderá conhecer a mobília de época, que serviu aos vereadores, a partir da legislatura de 1947.

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Colonização

A sala é composta por um acervo de fotos e objetos de trabalho dos primeiros colonizadores e imigrantes. O espaço histórico e cultural caracteriza a força do trabalho do elemento colonizador, que estruturou e dinamizou uma sólida e próspera colônia. Diversos instrumentos do colonizador, que auxiliaram no trabalho da roça, estão expostos no espaço destinado a recontruir a memória do lavrador, que se instalou no empreendimento do coronel Emílio Carlos Jourdan, em 1876. O baú, a mala, o tamanco de madeira (holzpantoföll), são evidências testemunhais marcantes de uma época que já foi, mas tem significativa importância para as novas gerações, que terão nesses objetos os elementos de compreensão da história de Jaraguá do Sul.

 


Chegada de Emílio Carlos Jourdan
Obra da Artista Plástica Arlete Schwedler
 

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Comércio

Na Sala de Comércio podemos verificar fotos e acervo da época do pequeno comércio, na Vila Jaraguá, o qual teve início por volta de 1890, com Victor Rosemberg. Em 1900, ele vende esse comércio para Georg Czerniewicz, onde havia o porto Czerniewicz, nas proximidades do atual Centro Cultural – SCAR.
As primeiras indústrias locais tiveram início com o comércio e com o conhecimento trazido pelos colonizadores, que começaram a industrializar seus produtos agrícolas através dos engenhos de açúcar e aguardente. Depois surgiram as olarias, as serrarias, as fábricas de charutos, ferrarias, queijarias e açougues. Hoje, as indústrias têm grande importância na economia jaraguaense.

 

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Costura

O tecer e costurar, a costura, está relacionada diretamente à história humana. Há mais de 30.000 anos, as agulhas primitivas, de ossos ou marfim, já faziam parte do cotidiano das pessoas. Com o passar do tempo, ocorreram mudanças significativas no campo da indumentária e a habilidade dos artesãos fez com que as roupas passassem a ser mais refinadas. Surgiram também os alfaiates, que confeccionavam roupas masculinas e tailleurs femininos. A vivência da mulher com a costura é fato marcante, que vem desde a Antiguidade. Desde menina ela já era educada para os afazeres domésticos, para a preparação do enxoval. Após o casamento, auxiliava no orçamento doméstico. Várias esposas trabalhavam com o ofício de costureira, conciliando com o cuidado da casa e dos filhos. Com a evolução da indústria têxtil, a mulher, além das tarefas domésticas, dedicou parte do seu tempo para o trabalho nas fábricas: assim ocorreu também em Jaraguá do Sul. Surgem, então, as mais diversas malharias, tornando-se Jaraguá do Sul em importante pólo têxtil catarinense.

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Educação

A Educação sempre foi preocupação constante do colonizador, que chegou às terras pertencentes à princesa Isabel e ao conde d´Eu, no vale do Itapocu, a partir de 1876. Ele trazia a tradição de organização da vida coletiva, através das entidades de cunho social e cultural, como: igreja, escola, clube de caça e tiro e cemitério. A Sala Temática da Educação do Museu Histórico Emílio da Silva visa mostrar a trajetória, a memória e a materialidade da Escola jaraguaense. O visitante conhecerá a evolução do ensino, desde a escola alemã (Deutsche Schule) às capelas-escolas, através de uma visão critica, reflexiva de Mundo, Homem, Sociedade e Cultura.

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Farmácia

A história e a memória material da Saúde na Colônia Jaraguá são contadas a partir da primeira farmácia, instalada por Georg Horst em 1908, no terreno adquirido a Domingos Rodrigues da Nova Júnior, em 1907. A farmácia recebeu o nome de Sternapoteke (Farmácia Estrela). Os apetrechos que compõe o acervo da Saúde são de época remota, mas muito reflexiva, pois permitem ao visitante relembrar velhos rótulos de embalagens e frascos de remédios, que auxiliaram na cura de muita gente.

A Saúde foi sempre uma constante preocupação dos habitantes da velha Jaraguá, no início do Século XX. O testemunho mais evidente dessa necessidade coletiva foi a fundação da Sociedade “Chauffers” de Jaraguá do Sul, no ano de 1926, visando a construção de um hospital para o município (Hospital São José).

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Imagem e Som

No Museu Histórico temos, na Sala de Som e Imagem, um rico acervo de rádios que representam um progresso na comunicação em nossa cidade, marcada pela rádio ZY.
O colonizador, que veio para estas terras a partir do final do século XIX, trouxe os seus valores, a sua cultura e o seu modo de vida. A cultura musical foi um dos conhecimentos eruditos e populares trazidos por eles. Nos primórdios da colonização de Jaraguá do Sul era comum, em cada comunidade, a existência de pessoas com domínio em algum instrumento musical. Eles reuniam-se nas horas de folga para tocar, constituindo-se num dos raros momentos de lazer. A partir da experiência individual de cada músico, surgiram as primeiras bandas musicais.
Através do acervo fotográfico que se encontra no Museu Emílio da Silva, é possível conhecer as primeiras bandas musicais da antiga Jaraguá: Velho Jaraguá (Pulmões Fortes, Pulmões de Aço, Starke Lunge); Banda Municipal; Jazz Jaraguá; Banda de Música Lyra da Aurora; Banda de Música Carlos Gomes; Banda de Música da Terceira Idade e outras. Entre os vários instrumentos musicais, podemos destacar o piano, o órgão e a cítara.


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Marcenaria

A marcenaria é uma evolução da carpintaria, mas está mais ligada ao trabalho artesanal do que industrial.
O marceneiro é o artesão que trabalha com madeira, construindo e reparando móveis, obras de arte, peças decorativas, utilitárias e outras peças de madeira que requerem boa construção e fino acabamento. O marceneiro utiliza instrumentos e ferramentas manuais de corte, perfuração, aferição, medição, entalho, raspagem, ajuste e fixação. Os marceneiros que vieram da Europa para o Brasil e se fixaram em nossa região trouxeram um aprendizado de técnicas antigas e modernas de construção de móveis e objetos de madeira.

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Meios de Transporte

A Sala Temática dos Meios de Transporte do Museu Emílio da Silva propõe a reflexão dos aspectos históricos e evolutivos dos meios de transporte que impulsionaram a expansão do empreendimento colonial no vale do Itapocu.
O espaço cultural contextualiza o uso de canoas, único veículo de travessia dos rios Jaraguá e Itapocu no período da colonização. A bicicleta marcou época em Jaraguá do Sul e hoje é um forte meio de locomoção para o trabalho.
Um conjunto de fotografias registra a história de pontes construídas ao longo dos anos e outras fotos revelam o cotidiano e a importância dos meios de transporte presentes na vida do colonizador.

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Patrono

O Espaço Histórico e Cultural Emílio da Silva permite ao visitante conhecer a vida e obra desse pesquisador, professor e patrono do Museu. Um homem de múltiplas habilidades e qualidades, que registrou a memória de muitos de seus conterrâneos, possibilitando aos pesquisadores de hoje fazer registros peculiares da vida do povo da Colônia Jaraguá e do Município de Jaraguá do Sul. A ele também devemos o registro, através de documentos e fotografias, da memória e da cultura histórica que marcam a vida no Vale do Itapocu, ao longo do Século XX. Nenhum homem, nas terras do senhor Emílio Carlos Jourdan, preocupou-se tanto com a posterioridade.

Hoje, podemos narrar a história nos mais diversos campos das Ciências Sociais, lendo e pesquisando o legado cultural desse pesquisador. A sala temática destinada a compreender a vida e obra de Emílio da Silva possibilita ao visitante conhecer um pouco da vida, como as suas roupas e pertences pessoais, objetos, mobília doméstica, e da sua fiel companheira, Magdalena Salamon da Silva. Além disso, um acervo de fotografias revela os segredos de se chegar quase a uma vida centenária cercada de otimismo e confiança em Deus.

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